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TSE analisa, nesta terça, suspensão de pesquisa sobre queda de Flávio

Corte vai avaliar a liminar de Nunes Marques que proibiu a divulgação de levantamento desfavorável ao pré-candidato do PL à Presidência

Nunes Marques ressaltou haver
Nunes Marques ressaltou haver "suspeitas de indução ao eleitor" nos questionamentos feitos na pesquisa - (crédito: Luiz Roberto/TSE)

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, nesta terça-feira (9/6), a decisão liminar do presidente da Corte, ministro Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel segundo a qual o pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, caiu cinco pontos nas intenções de voto após o vazamento de um áudio no qual ele pedia dinheiro para o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. O montante, de R$ 134 milhões, seria direcionado, supostamente, para o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão de Nunes Marques atendeu a um pedido do PL. O partido alega que o questionário da pesquisa foi estruturado para induzir respostas negativas e criar uma "narrativa acusatória" contra Flávio.

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Na liminar, Nunes Marques ressaltou haver "suspeitas de indução ao eleitor" nos questionamentos feitos na pesquisa. Entre os principais pontos destacados pelo ministro está a estrutura do levantamento, na qual oito das 49 perguntas abordavam diretamente o Banco Master em ordem sequencial.

Segundo a argumentação do PL, aceita pelo ministro, essa disposição influenciou a percepção dos eleitores em vez de apenas medi-la.

Além disso, a pesquisa usou o áudio de uma conversa entre o senador e Vorcaro a respeito do financiamento do filme Dark Horse. O partido contestou a utilização do material sob a alegação de que não há prova de sua autenticidade, o que inviabilizaria sua aplicação como estímulo em um levantamento oficial.

Nunes Marques mencionou uma divergência de padrão no histórico do instituto, apontando que outras 27 pesquisas anteriores da AtlasIntel não apresentaram questionários com teor semelhante ou uso de áudios, o que reforçaria os indícios de comprometimento da neutralidade do estudo.

A pesquisa ouviu 5.032 eleitores de todo o Brasil, entre 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual. O nível de confiança é de 95%.

O desgaste de Flávio junto ao eleitorado também foi identificado por outros levantamentos, como Quaest e Datafolha.

A AtlasIntel tem agora um prazo de dois dias para apresentar documentação técnica complementar que justifique a regularidade de sua metodologia e o uso de áudio. Na sequência, o Ministério Público Eleitoral (MPE) deverá se manifestar.

"Trabalho árduo"

Em reação, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou que o instituto continuará a se consolidar globalmente, apesar da decisão de Nunes Marques.

"Ao longo do tempo, muitos tentaram atacar a reputação da AtlasIntel quando os resultados não convinham. Quando mostramos Bolsonaro e Trump fortes em 2022, fomos atacados pela esquerda. Quando antecipamos a derrota de Orbán na Hungria, fomos atacados pela direita", escreveu em seu perfil no X.

Roman argumentou que a reputação da empresa é construída por meio de "trabalho árduo", e mencionou o histórico do instituto para rechaçar as acusações de manipulação. Ele sustenta que não existe outra empresa de pesquisa em nível global com a trajetória da AtlasIntel, e que a entidade sairá mais forte deste episódio.

"A reputação se constrói lentamente, a partir de um trabalho árduo. (...) Depois de cada ataque injusto, a AtlasIntel se consolidou mais e é justamente isso que vai continuar acontecendo", destacou.

Em nota, a AtlasIntel enfatizou: "Pesquisas de opinião realizadas posteriormente por diferentes institutos identificaram o mesmo padrão de impacto do episódio sobre as intenções de voto do candidato do Partido Liberal, em alguns casos apontando efeitos de magnitude ainda superior à observada pela AtlasIntel. Esse fato reforça que os resultados captados pela pesquisa refletiam uma dinâmica real da opinião pública naquele momento, e não qualquer forma de contaminação metodológica".

O instituto reiterou que os participantes da pesquisa só tiveram acesso ao conteúdo envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro após concluírem todas as perguntas ligadas à intenção de voto. Também frisou que o sistema da pesquisa não permitia retorno ao questionário principal para alteração das respostas.

 

 

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postado em 09/06/2026 03:55
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