PEC

Maioridade penal avança na Câmara; entenda os próximos passos

CCJ aprovou nesta quarta-feira (10/6) PEC que reduz para 16 anos a idade penal em crimes hediondos; proposta ainda terá longo caminho no Congresso

Na imagem, o deputado Coronel Assis que é o relator da PEC na CCJ -  (crédito: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)
Na imagem, o deputado Coronel Assis que é o relator da PEC na CCJ - (crédito: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10/6), a PEC 32/2015, que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, como estupro, latrocínio e homicídio. A matéria foi aprovada por 44 votos favoráveis e 18 contrários.

A decisão recoloca em pauta um dos temas mais controversos da área de segurança pública. Embora tenha avançado na CCJ, a proposta ainda está longe de entrar em vigor e precisará passar por novas etapas de discussão e votação no Congresso Nacional.

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O que falta para virar realidade?

A aprovação na CCJ representa apenas a primeira fase da tramitação. O texto ainda será analisado por uma comissão especial da Câmara, responsável por discutir o conteúdo da proposta e eventuais mudanças.

Depois disso, a PEC precisará ser aprovada em dois turnos pelo plenário da Câmara, com o apoio de pelo menos 308 deputados. Caso obtenha os votos necessários, seguirá para o Senado, onde também deverá passar por duas votações antes de ser promulgada.

Por que o tema volta ao Congresso?

A redução da maioridade penal é discutida no Congresso há mais de 30 anos. Em 2015, a Câmara aprovou a PEC 171/1993, que também previa a responsabilização criminal de adolescentes a partir dos 16 anos em situações específicas. Apesar do avanço, a proposta não foi concluída pelo Senado e acabou ficando parada.

A PEC aprovada nesta quarta-feira é uma proposta diferente, apresentada no mesmo ano. Após anos sem avanços significativos, o texto voltou a ganhar força nos últimos meses, impulsionado por parlamentares que defendem o endurecimento das leis penais como resposta ao aumento da violência.

O que muda?

A versão original da PEC 32/2015 previa a redução da maioridade civil e penal para 16 anos. No entanto, o parecer aprovado na CCJ restringe a mudança à área criminal.

Na prática, os direitos civis dos adolescentes permaneceriam inalterados. O voto continuaria facultativo aos 16 e 17 anos, e a maioridade civil seguiria sendo alcançada aos 18 anos. A alteração atingiria apenas a responsabilização penal em casos considerados mais graves.

Durante a discussão da proposta, deputados favoráveis argumentaram que adolescentes envolvidos em crimes hediondos devem receber punições mais severas. Já os parlamentares contrários afirmaram que a medida não resolve os problemas da segurança pública e defendem o fortalecimento de políticas voltadas à educação e à prevenção da violência.

Com informações da Agência Brasil.

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postado em 10/06/2026 22:57
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