
A Polícia Federal (PF) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a transferência do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, de volta à Penitenciária Federal de Brasília, localizada na Fazenda Papuda, em São Sebastião. A solicitação ocorreu após a corporação rejeitar pela segunda vez a proposta de delação apresentada pelo ex-banqueiro. Atualmente, Vorcaro está detido em uma sala da Superintendência da corporação, no Distrito Federal.
A eventual transferência precisa ser autorizada por Mendonça, relator do caso na Corte. A comunicação oficial sobre a decisão da corporação de rejeitar a proposta de colaboração, assim como o pedido de transferência, chegou ao gabinete do magistrado na noite de quinta-feira.
A PF rejeitou o acordo de delação devido à ausência de informações relevantes e ante a análise de que Vorcaro não pretende colaborar de maneira significativa. Os investigadores avaliam não haver condições de ele permanecer na Superintendência após o fim das tratativas e que a presença dele no local pode atrapalhar o andamento das apurações.
Mendonça não tem prazo para decidir, mas a expectativa é de que a definição do magistrado ocorra nos próximos dias. A tendência, porém, é de que ele negue a solicitação de transferência para a Papuda. Ainda existe uma tratativa em andamento para eventual acordo de colaboração com o Ministério Público. Um pedido anterior de mesmo teor foi recusado pelo ministro, que determinou a permanência do dono do Banco Master em uma sala de Estado-Maior.
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Sem avanços
Vorcaro estaria apresentando praticamente as mesmas informações que são de conhecimento das autoridades, muitas delas até publicadas pela imprensa.
No mês passado, a PF rejeitou uma primeira versão da proposta de delação apresentada por Vorcaro. Na ocasião, os investigadores ainda deram a oportunidade para que a defesa apresentasse anexos, com informações solicitadas pelas equipes para auxiliar no esclarecimento do caso. Nessa segunda vez, de acordo com informações obtidas pela reportagem, o ex-banqueiro teria se preocupado mais em se defender e justificar repasses milionários para autoridades do que em revelar a participação de outros envolvidos no esquema e destacar fatos novos.
As razões para a negativa do acordo são semelhantes às apresentadas na primeira vez. Ainda estão em andamento tratativas com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, que está preso e teria apresentado, desta vez, uma proposta mais consistente. A decisão deve ocorrer nas próximas duas semanas, pois os documentos e as informações fornecidas estão em avaliação por parte das equipes.
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