Crise partidária

TSE garante comando de Alex Manente no Cidadania até as eleições de 2026

Liminar do ministro Nunes Marques mantém o deputado federal na presidência nacional da legenda e determina que a Justiça Eleitoral julgue a disputa interna sobre o comando partidário

Alex Manente foi eleito presidente do partido para o mandato de 2026 a 2030 -  (crédito: Carlos Vieira/CB/DA Press                                   )
Alex Manente foi eleito presidente do partido para o mandato de 2026 a 2030 - (crédito: Carlos Vieira/CB/DA Press )

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, concedeu liminar nesta terça-feira (7/7) para manter o deputado federal Alex Manente (SP) na presidência nacional do Cidadania até a conclusão das eleições de 2026. A decisão também estabelece que caberá à Justiça Eleitoral analisar a disputa envolvendo a direção nacional da legenda, em razão dos possíveis impactos sobre o processo eleitoral.

A ação foi apresentada pelo Diretório Nacional do Cidadania após decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que havia suspendido os efeitos das deliberações aprovadas durante reunião do Diretório Nacional, realizada em 24 de fevereiro, e no Congresso Nacional Extraordinário de 4 de março. Nesses encontros, Alex Manente foi eleito presidente do partido para o mandato de 2026 a 2030.

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Ao justificar a concessão da liminar, Nunes Marques afirmou que a proximidade das convenções partidárias e das eleições exige a preservação da estabilidade institucional da sigla. Segundo o ministro, mudanças no comando da legenda neste momento poderiam comprometer a definição de candidaturas, a organização interna do partido e o funcionamento da federação formada por Cidadania e PSDB.

Com a decisão, ficam restabelecidas a validade das deliberações que elegeram Alex Manente e a atual composição do Diretório Nacional e da Comissão Executiva do Cidadania. Ao mesmo tempo, permanecem suspensos os efeitos da decisão do TJDFT até que a Justiça Eleitoral dê a palavra final sobre o caso.

A medida assegura, na prática, a continuidade da atual direção nacional do partido durante o período pré-eleitoral, evitando alterações na estrutura de comando da legenda enquanto o mérito da disputa judicial não é julgado. A definição, segundo o TSE, busca garantir segurança jurídica para a condução das atividades partidárias e da federação nas eleições gerais de 2026.

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postado em 08/07/2026 11:34
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