Eleições

Patrus vira plano de Lula após impasse por nome em Minas Gerais

Após desistências de Rodrigo Pacheco e Marília Campos, deputado federal aparece como alternativa para disputar o governo

Deputado federal, Patrus foi ministro de Lula e Dilma: escolha representa tentativa de melhorar a imagem do PT  -  (crédito: Thiago Cristino / Câmara dos Deputados)
Deputado federal, Patrus foi ministro de Lula e Dilma: escolha representa tentativa de melhorar a imagem do PT - (crédito: Thiago Cristino / Câmara dos Deputados)

Depois de perder as principais alternativas que estavam no radar para disputar o governo de Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Partido dos Trabalhadores (PT) passou a concentrar as articulações em torno do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG). O ex-prefeito de Belo Horizonte ganhou força dentro da legenda como uma opção capaz de representar o partido na disputa estadual e, ao mesmo tempo, tentar reduzir a resistência histórica ao PT no eleitorado mineiro.

A definição ocorre em meio ao calendário eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o prazo para oficialização das candidaturas será entre 20 de julho e 5 de agosto, período destinado às convenções partidárias. A direção nacional do PT tenta acelerar as decisões para colocar os projetos estaduais em andamento e fortalecer os palanques de Lula na corrida presidencial.

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No final do mês passado, Lula se reuniu com dirigentes do PT de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, e determinou que o estado tenha uma candidatura própria da legenda. Antes disso, o presidente trabalhava com a possibilidade de apoiar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), considerado um nome capaz de representar uma aliança de centro, mas o parlamentar decidiu não disputar nenhum cargo público este ano.

Com a desistência de Pacheco, o partido passou a buscar alternativas. Uma das possibilidades avaliadas foi a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), vista como um nome de renovação dentro do partido mineiro. Ela, porém, decidiu manter o projeto de disputar uma vaga ao Senado e chegou a defender a estratégia anterior de construção de uma candidatura de centro. "Eu disse que não estaria (disponível), que a minha estratégia política é outra, era não ter candidatura própria, continuando, inclusive, a estratégia anterior (com Pacheco), que é ter uma candidatura de centro", afirmou Marília Campos.

Com as dificuldades para fechar um acordo com nomes de outros partidos, Patrus Ananias passou a ser considerado uma alternativa viável pelo PT. Ex-prefeito de Belo Horizonte, o deputado federal possui uma trajetória ligada às políticas sociais e é um dos principais quadros históricos da legenda em Minas Gerais.

Patrus foi ministro do Desenvolvimento Social de Lula de 2004 a 2010, e ministro do Desenvolvimento Agrário no governo de Dilma Rousseff de 2015 a 2016. O histórico de atuação em áreas sociais é apontado internamente como um dos principais atributos para uma candidatura em um estado onde o PT busca ampliar o diálogo com setores além de sua base tradicional.

A escolha de Patrus também está relacionada à estratégia do partido de tentar recuperar a imagem institucional da legenda em Minas Gerais. Pesquisas internas do PT indicam que o parlamentar possui menor rejeição em segmentos do eleitorado mineiro onde o partido enfrenta maior resistência, o que poderia facilitar a construção de uma candidatura mais competitiva. Patrus é visto por setores do partido como uma alternativa capaz de representar uma tentativa de renovação da imagem da legenda no estado.

Antes da possibilidade de candidatura de Patrus ganhar força, outros nomes foram avaliados pelo PT mineiro, como os deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG). Também foram discutidas alternativas de composição com outros partidos, mas a resistência interna em abrir mão de uma candidatura própria fez a legenda avançar na busca por um nome do próprio partido.

Impasse em Goiás

Enquanto encaminha a situação em Minas Gerais, o PT ainda tenta resolver o impasse em Goiás. O presidente Lula voltou a conversar com a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) para tentar convencê-la a disputar o governo estadual. A parlamentar, porém, ainda resiste à possibilidade e tem trabalhado para disputar a reeleição à Câmara dos Deputados.

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Na última quarta-feira, Lula, Adriana, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a vereadora de Goiânia Aava Santiago (PSB) se reuniram para discutir a possível candidatura. Adriana é considerada pela direção nacional do partido o nome com maior potencial eleitoral para a disputa pelo Palácio das Esmeraldas. No entanto, nos bastidores, o que se sabe é que ela não tem interesse em concorrer ao cargo.

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postado em 11/07/2026 03:59
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