
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15/7), mostra que para 45% do eleitorado, Michelle Bolsonaro (PL) acertou em divulgar os videos onde acusa o enteado Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, de maltratá-la e desrespeitar sua visão sobre alianças políticas. Outros 38% apontaram que a ex-primeira-dama errou ao expor o pré-candidato do PL à Presidência, e 17% não souberam ou não responderam.
Esse levantamento é a sétima pesquisa do ano da Quaest para as eleições de 2026, e a primeira da empresa após a polêmica ir ao ar, o que acendeu um alerta na pré-campanha do senador sobre possíveis impactos entre os apoios feminino e evangélico, onde Michelle configura como uma das figuras mais influentes.
Para mais da metade, somando 58%, as declarações de Michelle são, em algum grau, verdadeiras, com desses 31% afirmando que as alegações da ex-primeira-dama sobre o senador são "totalmente verdadeiras" e 27%, "parcialmente". Outros 16% afirmaram crer que as declarações são "totalmente falsas", e 26% não souberam ou não responderam.
Quanto à motivação para a exposição do desentendimento, 34% acreditam que se deu pelo desejo da ex-primeira dama em ser candidata no lugar de Flávio. Outros 16% acreditam que se tratou apenas de uma tentativa de responder aos ataques desrespeitos que ela diz ter sofrido; 25% afirmam que ela apenas queria demonstrar sua oposição a políticas com as quais não concorda, e 4% acreditam que foi um pouco de todas essas coisas somadas.
Apesar da repercussão no meio político, 51% dos entrevistados disseram que não tinham conhecimento sobre o vídeo de Michelle, contra 49% que estavam cientes. Uma parcela ainda maior, de 67%, não souberam do vídeo em que Flávio pede desculpas à madrasta, e 33% afirmam ter ciência da resposta do senador. Desses, 42% tende a concordar mais com a ex-primeira dama, e outros 18% concordam com Flávio.
A pesquisa pergunta ainda se a participação direta de Michelle na campanha aumenta as chances de Flávio, e 38% dos entrevistados afirma que sim, contra 47% que afirma que não faz diferença na campanha.
Relembre o caso
O atrito veio à tona no dia 24 de julho, quando Michelle Bolsonaro publicou em suas redes sociais vídeos em que afirmava ter sido maltratada, desrespeitada e humilhada por Flávio. A discussão envolveu divergências sobre alianças eleitorais. Após a publicação, Flávio pediu desculpas publicamente e afirmou que não teve a intenção de ofendê-las.
No dia 30 de julho, a ex-primeira dama deixou o PL Mulher. Segundo ela, a decisão foi tomada para que pudesse se dedicar aos cuidados com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro e a filha.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026. O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistas. A coleta foi domiciliar, feita por meio de entrevistas presenciais (face a face), com aplicação de questionários estruturados a brasileiros com mais de 16 anos. O nível de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

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