ELEIÇÕES 2026

Nunes Marques vê maioria no TSE para manter punição a instituto de pesquisa

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral avalia, em conversas com interlocutores, que terá votos suficientes para confirmar decisão envolvendo levantamento do AtlasIntel; julgamento deve ser retomado em agosto

A expectativa de Nunes Marques é reunir ao menos três votos favoráveis  -  (crédito:  Rosinei Coutinho/STF)
A expectativa de Nunes Marques é reunir ao menos três votos favoráveis - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, avalia nos bastidores que há maioria formada na Corte para confirmar a punição ao instituto AtlasIntel em uma ação que questiona pesquisa eleitoral divulgada em junho. A expectativa do magistrado, segundo interlocutores, é reunir ao menos três votos favoráveis ao entendimento adotado por ele na decisão liminar que suspendeu a divulgação do levantamento.

A controvérsia teve início após o Partido Liberal (PL) recorrer ao TSE alegando que o questionário utilizado pelo instituto continha perguntas capazes de influenciar as respostas dos entrevistados. A pesquisa indicava vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenários de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na ocasião, Nunes Marques considerou haver indícios de direcionamento na metodologia e determinou a suspensão da divulgação dos resultados.

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O processo agora aguarda análise definitiva pelo plenário do TSE. Nos bastidores, o presidente da Corte acredita contar com os votos favoráveis dos ministros André Mendonça e Dias Toffoli, ambos oriundos do Supremo Tribunal Federal (STF), além de Villas Bôas Cueva, representante do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com esses apoios, seria formada a maioria necessária para validar sua posição.

Por outro lado, a expectativa é de que os ministros Floriano Peixoto de Azevedo Marques e Estela Aranha, integrantes da classe dos juristas, votem contra a aplicação de sanção ao instituto. Ainda permanece indefinido o posicionamento do ministro Antonio Carlos Ferreira, também oriundo do STJ, cujo voto é considerado uma incógnita entre integrantes da Corte.

A retomada do julgamento é esperada para agosto, após o fim do pedido de vista apresentado por Estela Aranha. Segundo interlocutores, a ministra já teria sinalizado ao presidente do tribunal que pretende devolver o processo para inclusão na pauta do plenário nas próximas semanas.

Nos corredores do tribunal, ministros avaliam que a expectativa de Nunes Marques em relação ao placar também busca conferir previsibilidade à atuação do TSE às vésperas do calendário eleitoral de 2026. Integrantes da Corte afirmam, que a definição do caso deverá servir de parâmetro para futuras ações envolvendo pesquisas eleitorais, especialmente diante do aumento de disputas judiciais sobre metodologia e divulgação de levantamentos durante a pré-campanha.

A avaliação é de que o julgamento poderá consolidar um entendimento sobre os limites da intervenção da Justiça Eleitoral nesse tipo de controvérsia, reduzindo a insegurança jurídica para partidos e institutos de pesquisa.

Caso o cenário projetado por Nunes Marques se confirme, o presidente do TSE consolidará no colegiado a decisão liminar que provocou amplo debate jurídico e político desde sua publicação. O caso ganhou repercussão por envolver os limites da atuação da Justiça Eleitoral sobre pesquisas de opinião durante o período pré-eleitoral e pela reação de partidos e especialistas à suspensão do levantamento.

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postado em 23/07/2026 16:01 / atualizado em 24/07/2026 15:04
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