
Presidente do PSD e candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado ao Palácio do Planalto, Gilberto Kassab negou que os partidos do Centrão estejam neutros na corrida pela Presidência da República e sustentou que as legendas se alinharam ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dirigente ainda descartou a possibilidade de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), avaliada por ele como chance "zero".
As declarações de Kassab foram dadas durante encontro com mais de 200 empresários e aliados dos setores de agropecuária, indústria e mineração, em São Paulo, na quinta-feira. Ao lado de Caiado e do coordenador político da campanha, Aldo Rebelo.
"Os partidos do Centrão não estão apoiando o Caiado, estão com Lula. Caiado não é a terceira via, é a alternativa", destacou.
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Ao comentar a candidatura de Flávio, Kassab disse que o senador está sendo preservado do desgaste que, segundo ele, deve ocorrer com o início oficial da campanha, amanhã. "Eu posso falar para vocês que a chance do Flávio se eleger é zero. A própria pesquisa é tendenciosa porque ela não pega o Flávio que está apanhando durante a campanha", disse. "Ele está sendo preservado. Na hora que o PT mostrar quem é o Flávio e as pessoas que estão no entorno dele, ele vai desabar", acrescentou.
Em postagem, nessa sexta-feira, nas redes sociais, Kassab reiterou duas declarações. "As pesquisas mostram, pela intenção de voto e pela rejeição, que Flávio Bolsonaro não vence a eleição. O PT não tem atacado essa candidatura pois está claro que é a mais fácil de ser batida no segundo turno. Lula quer Flávio Bolsonaro, pois é vitória certa do PT", publicou.
Reação
A crítica de Kassab a Flávio provocou a reação do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha do senador. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o PSD mantém três ministros no governo Lula e acusou a legenda de atuar como "linha auxiliar" do petista.
"O PSD do Kassab tem 3 ministros no governo do PT e se comporta de forma previsível como linha auxiliar, para tentar, de qualquer forma, eleger Lula", escreveu.
Ele também colocou em dúvida a candidatura de Caiado e afirmou que o cenário eleitoral é marcado por uma reação ao avanço de Flávio. "Está cada vez mais claro que a candidatura apresentada não é para valer e que o sistema se uniu por se sentir ameaçado. As máscaras estão caindo", acrescentou Marinho.
Na mesma mensagem, o coordenador da campanha de Flávio disse que a estratégia dos adversários não será suficiente para impedir a vitória do senador. "Esqueceram de combinar com o povo e Flávio, que vencerá as eleições para retomarmos os trilhos da prosperidade."
Espaço ampliado
No evento de quinta-feira, Kassab defendeu a candidatura de Caiado e afirmou que a decisão de partidos do Centrão de não apresentar nomes próprios acabou ampliando o espaço do PSD no horário eleitoral.
Segundo o dirigente, o ex-governador de Goiás tinha cerca de 50 segundos de propaganda e passou a contar com aproximadamente dois minutos e 20 segundos após a reorganização das candidaturas. "É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito. Podem ter certeza de que isso vai fazer a diferença", frisou. Para o presidente do PSD, a exposição maior poderá ser determinante para apresentar o candidato aos eleitores durante a campanha.
Caiado, por sua vez, concentrou o discurso na experiência política e administrativa e citou os índices de aprovação de sua gestão em Goiás. O ex-governador também fez críticas a Lula e Flávio e apresentou a ideia de uma candidatura voltada à pacificação do país.
Entre os participantes do evento estavam o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim e o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva.
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