Eleições 2026

No lançamento da campanha, Zema pede união da direita no segundo turno

Em Montes Claros (MG), candidato do Novo destacou busca por investimentos durante sua gestão e afirmou que apoiará qualquer nome que enfrente o PT em uma eventual segunda etapa da eleição

O candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, deu início à campanha eleitoral neste domingo (16/08), em Montes Claros, no norte de Minas Gerais. A primeira agenda ocorreu durante uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José.

Após a celebração, o ex-governador conversou com a imprensa e apresentou pontos que pretende levar para a disputa nacional, entre eles, a atração de investimentos, a relação com empresários e críticas à política internacional adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Fui o governador que mais andou pelo mundo e pelo Brasil em busca de investimentos", afirmou.

Ao citar sua experiência no comando de Minas Gerais, Zema disse que a aproximação com o setor produtivo foi uma das prioridades de sua gestão. O candidato afirmou conhecer as dificuldades enfrentadas por quem empreende no país e atribuiu parte dos problemas à burocracia.

"Sei conversar com o empresário porque já tive a oportunidade de ver e sentir na pele como o Estado brasileiro complica e maltrata a vida de quem trabalha", declarou. A estratégia de campanha deve usar a experiência do ex-governador como argumento para apresentar sua candidatura ao eleitorado nacional.

Durante a entrevista, Zema também foi questionado sobre a possibilidade de uma aliança entre os candidatos de direita em um eventual segundo turno. Ele afirmou que pretende chegar à segunda etapa da eleição e citou o Chile como exemplo de união entre forças políticas do mesmo campo. "Estarei no segundo turno e, tal como aconteceu no Chile, toda a direita vai estar unida", disse. O candidato acrescentou que, caso não esteja na disputa final, pretende votar em qualquer nome que avance para enfrentar o PT.

Zema voltou a mencionar o cenário chileno ao explicar como imagina uma eventual composição entre os grupos de direita. "Tenho certeza de que vai ser como assistimos no Chile há seis meses. Diversos candidatos de direita concorrendo no primeiro e trabalhando juntos no segundo", afirmou.


*Estagiária sob supervisão de Edla Lula

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