O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (18/8), em Brasília, que a revisão da reforma tributária será uma das primeiras medidas de um eventual governo do senador. Ao falar para representantes do comércio e do setor de serviços, Gaspar afirmou que Flávio pretende “revisitar” a reforma tributária aprovada pelo Congresso. A proposta, segundo ele, busca reduzir a carga sobre empresas e rever exceções e benefícios concedidos a diferentes setores.
“O primeiro compromisso da agenda presidencial é revisitar a reforma tributária para nós não permitirmos esse absurdo de 28% do IVA”, afirmou Gaspar.
A reforma tributária do consumo, aprovada pela Emenda Constitucional 132, de 2023, criou o IBS e a CBS, que substituirão gradualmente tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins. A implementação começou em 2026, com período de testes, e a transição para o novo modelo será concluída em 2033.
Gaspar disse que a campanha de Flávio pretende rever o modelo para evitar, na avaliação dele, que o peso dos impostos recaia de maneira excessiva sobre empresas que geram emprego e renda. O deputado também criticou a atuação de grupos de pressão na definição das alíquotas e dos regimes diferenciados.
A revisão da reforma já aparece entre as propostas apresentadas pelo candidato. O plano de governo de Flávio prevê mudanças no modelo tributário e redução do IVA, além de medidas de contenção de gastos públicos.
Estado menor
Durante a fala, Gaspar também apresentou como prioridade a redução do tamanho da máquina pública. Ele afirmou que um eventual governo de Flávio pretende seguir medidas adotadas durante a gestão de Jair Bolsonaro, pai do candidato, especialmente na redução de cargos comissionados.
“Presidente Flávio Bolsonaro vai, nesse aspecto, copiar o governo Jair Bolsonaro”, disse Gaspar, ao defender a redução da estrutura estatal.
O vice também falou em um “Estado leve, digital e eficiente” e criticou o que classificou como excesso de burocracia. Para ele, a administração pública deve atuar para facilitar a atividade econômica, e não criar obstáculos para empresários e trabalhadores. “Quando o Estado não atrapalha, o Estado já está ajudando”, afirmou.
Gaspar ainda defendeu a redução de gastos públicos, a revisão de regras consideradas desnecessárias pela campanha e maior previsibilidade para empresários. Segundo ele, o setor produtivo precisa ter segurança para investir, manter negócios e gerar empregos.
Flávio não participou
Flávio Bolsonaro havia sido convidado para participar da sabatina “Encontro com os Presidenciáveis”, promovida pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), que reuniu candidatos à Presidência para discutir propostas relacionadas ao comércio e aos serviços. A assessoria informou em nota que ele seria representado por Alfredo Gaspar e Rogério Marinho em razão da agenda em Minas Gerais.
Além de Flávio, foram convidados Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Lula (PT) e Romeu Zema (Novo). Lula e Zema também não participaram do encontro.
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