
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, durante live nas redes sociais nesta quinta-feira (3/9), que a divulgação de informações sobre uma relação entre o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o empresário Daniel Vorcaro seria uma tentativa de desviar a atenção das mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Flávio, um áudio atribuído a Nikolas, no qual o deputado supostamente chamaria Vorcaro de “Lindão”, foi utilizado para criar uma narrativa contra o parlamentar. “Como cortina de fumaça, eles hoje tentam colocar o Nikolas como se tivesse feito alguma coisa de muito grave. O áudio do Nicolas chamando o Daniel de Lindão. E aí você vai ver e é mentira. Ninguém chamou Vorcaro de Lindão. É mentira”, afirmou.
“É um áudio que demonstra duas coisas. Primeiro que o Nicolas não tem nada de errado e segundo que ele mal conheceria o Vorcaro. Então uma clara cortina de fumaça para tentar desviar o assunto, como eles sempre fazem”, disse.
Durante a transmissão, Flávio negou ter qualquer valor de Vorcaro na sua conta. O candidato afirmou que o empresário patrocinou o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e que a atuação dele teria ocorrido somente na busca de um financiamento privado para a produção. “Foi um filho buscando um patrocínio privado para o filme do próprio pai, sem ter absolutamente nenhuma contrapartida sobre isso”, declarou.
Flávio também afirmou que não haveria possibilidade de ter oferecido alguma contrapartida relacionada ao Governo Federal, uma vez que o patrocínio teria ocorrido em janeiro de 2025, durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O fato de eu ser senador que isso significa que teve alguma contrapartida? Não, isso foi em janeiro de 2025. Quem era o presidente da República? O Lula. Como é que o Flávio Bolsonaro ia beneficiar de alguma forma o Vorcaro com o governo ou os interesses dele junto ao governo? Impossível. Impossível”, afirmou.

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