
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu reunir, no desfile de 7 de Setembro, os chefes dos outros dois Poderes da República. Os presidentes do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acompanharam a cerimônia cívico-militar, ao lado do chefe do Executivo, na Esplanada dos Ministérios.
O desfile teve como eixos temáticos a soberania nacional, o combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil em 2027. A primeira-dama Janja da Silva se emocionou durante o desfile do chamado Eixo Temático 2, intitulado "Brasil unido pela proteção de meninas e mulheres". O eixo abordou a proteção de meninas e mulheres, tema que tem ganhado espaço na atuação pública da Janja. Ela tem investido em uma aproximação direta com evangélicas, sobretudo aquelas de baixa renda e que enfrentam situações de violência. O evento também foi marcado pelo clima de campanha, a partir de gritos de apoiadores que ocuparam as arquibancadas.
A presença de Alcolumbre foi uma novidade, após ele faltar ao desfile do ano passado. O presidente do Congresso estava com a relação estremecida com Lula, mas, nos últimos dias, os dois se reaproximaram.
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Em meio à crise instalada STF — após o ministro André Mendonça derrubar o sigilo das investigações do envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com a investigação das fraudes bilionárias do Banco Master —, Fachin também esteve presente na cerimônia.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, outro envolto nas novas revelações do Master por suposta proteção ao dono do banco, Daniel Vorcaro, também compareceu.
Na tribuna ainda estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ministros do governo, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A plateia se animou pelo mascote do Sistema Único de Saúde (SUS), o Zé Gotinha, e os servidores da saúde, e também por lembranças à Copa do Mundo Feminina.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) disse que 70 mil pessoas estiveram na cerimônia.
Escala 6 x 1
Antes da chegada de Lula, apoiadores presentes na Esplanada entoaram o canto "fim da 6x1", em referência à proposta de emenda à Constituição (PEC) que tramita no Senado. Alcolumbre, que indicou que não votará o texto antes das eleições, já estava no local.
A PEC recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na semana passada. Havia o desejo do governo de que o texto fosse votado no plenário da Casa ainda antes do primeiro turno das eleições. A expectativa, agora, é de que a análise fique para o período entre o primeiro e o segundo turnos do pleito.
A proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com limite de oito horas diárias, e assegura dois dias de repouso semanal remunerado, um dos quais preferencialmente aos domingos, sem redução de salário. (Com Agência Estado)

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