
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (9/9), durante um evento em Juiz de Fora (MG), que pesquisas eleitorais recentes apontam vantagem dele sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais em um eventual segundo turno. Segundo o pré-candidato, um dos levantamentos mostra três pontos de diferença a seu favor no estado.
Ao ser questionado sobre a avaliação da campanha e a reação dos eleitores às propostas, Flávio classificou como “excepcional” o desempenho que, segundo ele, vem sendo registrado nas pesquisas. “Tradicionalmente, quem ganha em Minas, ganha no Brasil. Então hoje mais uma pesquisa aí, que não é a pesquisa ligada a gente, ao contrário, pesquisas, né, que têm mais vinculação para lá, dando três pontos já de vantagem em Minas Gerais no segundo turno”, afirmou.
O senador também comentou o resultado do 7 de Setembro e aproveitou o discurso para fazer críticas ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Flávio, o feriado foi uma “grande festa da democracia” e disse que pretende vencer a eleição pelas urnas.
Na avaliação dele, o governo federal seria responsável pelo que classificou como “caos” no país. Flávio também acusou o adversário de tentar obter vantagens políticas por meio do Judiciário e da Polícia Federal. “Mas a população tá enxergando, ninguém aguenta mais quatro anos com esse caos instalado pelo Lula. O que tá acontecendo no Brasil é responsabilidade do Lula”, declarou.
Críticas ao STF
Durante a fala, Flávio pediu que o presidente do STF, Edson Fachin, tome uma decisão sobre questões que, segundo ele, permanecem em aberto. O pré-candidato defendeu a suspensão de uma liminar concedida pelo ministro Flávio Dino e a convocação de uma sessão plenária para discutir o tema.
Flávio afirmou ainda que decisões do Supremo estariam sendo utilizadas para interferir nas eleições. Ele também criticou a atuação de Dino, que foi ministro da Justiça durante o governo Lula antes de assumir uma cadeira no STF. “Eu espero sinceramente que o presidente do Supremo, Edson Fachin, imediatamente, hoje ainda, tome alguma decisão, começando por suspender essa liminar dada por Flávio Dino, e convoque imediatamente uma sessão plenária para que se decida sobre essas questões que estão em aberto”, disse.
Para o pré-candidato, decisões relacionadas ao processo eleitoral devem ser tomadas de forma pública e transparente. “Quem tem que resolver as eleições é o povo brasileiro, não é o Supremo”, afirmou.
Flávio também foi questionado sobre a decisão relacionada à recondução de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal e sobre a possibilidade de recurso. Ele afirmou que não é parte no processo e, por isso, não poderia recorrer. Na sequência, voltou a criticar Flávio Dino e disse que o ministro estaria atuando em defesa de interesses ligados ao governo Lula. “Eu não sou parte no processo. Mas tá todo mundo vendo que o ex-ministro do Lula, que é o Flávio Dino, ele não tem processo para julgar, ele tem causa para defender, que é a causa do Lula”, afirmou.

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