CRISE NO STF

Renan Santos defende afastamento de Moraes e Toffoli e levantamento de sigilos

Apontamentos ocorrem às vésperas da sessão do STF que analisa se abre ou não investigação contra o ministro Alexandre de Moraes

Renan Santos é candidato à Presidência da República pelo Missão  -  (crédito: Material cedido ao Correio)
Renan Santos é candidato à Presidência da República pelo Missão - (crédito: Material cedido ao Correio)

O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), defendeu, nesta segunda-feira (14/9), o afastamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diante das revelações de ligações entre os magistrados Alexandre de Moraes e Dias Toffoli ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. 

“Afasta quem está claramente envolvido no caso, Moraes e Toffoli, e que se abram todos os arquivos, que o Brasil saiba quem recebeu grana, trocou favor”, afirmou a jornalistas antes de participar do debate com presidenciáveis promovido pelo canal MathiasTV. 

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A fala ocorreu às vésperas da sessão do STF que analisa, a partir das 10h desta terça-feira (15), se abre ou não investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Ao defender o levantamento dos sigilos dos processos envolvendo o caso do Banco Master, o candidato afirmou que este caminho seria uma “questão de pacificação nacional" e criticou “vazamentos seletivos”.

“O Brasil precisa saber o que aconteceu nesse caso, os ministros precisam ser afastados. Quando fica na briga — afasta Moraes mas não revela o que está acontecendo no caso Vorcaro e do Dark Horse — fica aquele clima de vazamento seletivo ou uma facção do STF ganhou da outra”, afirmou. 

Durante a sabatina, o presidenciável disse que a Corte se tornou um ente “ilegítimo” e voltou a defender a desobediência de decisões judiciais. Segundo ele, seguir as determinações dos ministros Moraes e Toffoli seria “loucura” e, na prática, equivaleria a obedecer ordens de Vorcaro.

“Falar que uma decisão do STF que afete a vida das pessoas ou a economia brasileira vinda de um ministro como Toffoli e Moraes é válida, é loucura. O próximo presidente tem que deixar claro que, até que essa controvérsia se resolva, ele não vai acatar decisões oriundas desses ministros”, disse.

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postado em 14/09/2026 23:19
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