Judiciário

Cármen Lúcia lamenta descrença na administração pública

Ministra do STF discursou em evento nesta quarta-feira (16/9) e, sem citar a Corte, e defendeu "busca por acerto"

Ministra Cármen Lúcia disse, nesta terça-feira (15/9), estar
Ministra Cármen Lúcia disse, nesta terça-feira (15/9), estar "envergonhada" com crise no STF - (crédito: Divulgação/STF)

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), lamentou o momento de “descrença e desânimo” que a administração pública enfrenta diante dos cidadãos. A fala ocorreu nesta quarta-feira (16/9), durante o XXII Encontro Nacional de Controle Interno.

“A democracia vem da confiança que o cidadão tem nas suas instituições. Digo isso com muito lamento pelos momentos que estamos passando, de descrença e desânimo com a administração pública”, disse a ministra.

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Além disso, Cármen Lúcia afirmou que, apesar do ser humano estar sujeito a erros, a busca por acertos “é uma imposição” e “dever” dos servidores públicos, como forma de garantir a confiança dos cidadãos na administração e na democracia. 

“Erros são do ser humano, mas a busca por acerto é uma imposição e dever que todos nós servidores temos, para garantir essa confiança que faz com que cada pessoa possa acreditar mais no país, na democracia, e possa saber que temos o dever de prestar mesmo um melhor serviço”, afirmou. 

Ainda durante sua fala, a ministra defendeu um serviço público que tenha como prioridade a atividade de controle interno. Ela disse que “não acredita em governantes ou administradores que desconfiam do controle”. 

“Os pecados são do ser humano, mas os erros podem ser evitados por uma melhor prestação de serviço público. E acho que é papel exatamente do controle, garantir isso ao administrador público, ordenador de despesa e ao governante”, disse.

A fala ocorre um dia após a Corte iniciar a análise sobre a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, a partir de mensagens identificadas pela Polícia Federal que ligam o magistrado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Durante a sessão, ao declarar seu voto, a ministra disse estar “consternada” e “envergonhada” com a atual situação de crise no Supremo. Ela também lamentou o fato de o Tribunal ter provocado um “mal-estar cívico em todos os cidadãos brasileiros”.


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postado em 16/09/2026 16:54
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