
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou nesta terça-feira (22/9) a morte do jornalista e escritor Zuenir Ventura, aos 95 anos. Em uma publicação nas redes sociais, Lula destacou a trajetória do jornalista na defesa da democracia, da liberdade de expressão e dos direitos humanos.
Zuenir morreu no Rio de Janeiro em decorrência de uma pneumonia. Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), ele dedicou cerca de sete décadas ao jornalismo e foi autor de obras sobre episódios marcantes da história recente do País.
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O velório será realizado nesta quarta-feira (23/9) na sede da Academia Brasileira de Letras, no Centro do Rio, em cerimônia aberta ao público. O sepultamento está previsto para ocorrer no Cemitério São João Batista, em Botafogo.
Na mensagem, Lula afirmou que Zuenir “ajudou a narrar e até mesmo a construir” a história brasileira. O presidente também ressaltou a atuação do jornalista contra a censura durante a ditadura militar e citou o livro 1968 – O Ano que Não Terminou, publicado em 1988 e considerado uma de suas obras mais conhecidas.
O jornalismo brasileiro perdeu hoje um de seus mais importantes nomes: Zuenir Ventura. Ao longo de sete décadas, ele ajudou a narrar e até mesmo a construir, por meio de suas reportagens e de seu compromisso com a democracia e a liberdade de expressão, a história de nosso país.…
— Lula (@LulaOficial) September 22, 2026
Lula também lembrou reportagens de Zuenir sobre temas de violência e desigualdade social. Entre os trabalhos mencionados estão a cobertura do assassinato do ambientalista Chico Mendes, que rendeu ao jornalista os prêmios Esso e Vladimir Herzog em 1989, e reportagens sobre a chacina de Vigário Geral, no Rio.
Ao prestar solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de profissão, Lula afirmou que a obra de Zuenir continuará como referência de um jornalismo comprometido com a construção de um País mais justo.
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