DESPEDIDA

Velório de Zuenir Ventura será na sede da ABL, nesta quarta, no Rio

Ícone da imprensa, jornalista deixa um legado de humanidade e textos marcantes; despedida acontece no Rio de Janeiro

Zuenir Ventura durante apuração para o caderno especial do Correio Braziliense sobre os 44 anos de Brasília -  (crédito: Zuleika de Souza/CB/D.APress — 14.4.04)
Zuenir Ventura durante apuração para o caderno especial do Correio Braziliense sobre os 44 anos de Brasília - (crédito: Zuleika de Souza/CB/D.APress — 14.4.04)

O velório do jornalista Zuenir Ventura será realizado nesta quarta-feira (23/9), na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Centro do Rio de Janeiro. A cerimônia será aberta ao público, e o enterro ocorrerá no Cemitério São João Batista, em Botafogo. Zuenir morreu nesta terça-feira (22/9), em decorrência de uma pneumonia.

Sua trajetória se confunde com a história do jornalismo brasileiro. Ele foi pioneiro no país ao implementar recursos literários no texto jornalístico, enquadrando-se no movimento conhecido como New Journalism, que teve expoentes como Gay Talese, Tom Wolfe e Truman Capote.

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Zuenir iniciou a carreira como assistente de Carlos Lacerda no jornal Tribuna de Imprensa, onde foi correspondente em Paris. Depois, construiu seu nome em veículos importantes como Jornal do Brasil, O Globo e Veja, tornando-se referência por seu olhar atento às transformações sociais do país.

Livros e prêmios

Como autor, Ventura ganhou projeção nacional ao transformar acontecimentos históricos em narrativas acessíveis. Seu livro mais emblemático, 1968: O Ano que Não Terminou, tornou-se um clássico ao revisitar o período da ditadura sob a ótica da cultura e da política.

Em 1989, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog pela série de reportagens O Acre de Chico Mendes. Anos mais tarde, em 2008, Zuenir recebeu da ONU um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos 30 anos.

A vida do jornalista foi tema do documentário Mestre Zu, lançado em 2026 e dirigido pelo amigo Zelito Viana. A produção contou com depoimentos de personalidades como Cacá Diegues, Miriam Leitão, Nelson Motta e Heloísa Teixeira. Na ocasião do lançamento, Viana afirmou ao Estadão que, para Zuenir, o jornalismo "era uma maneira de ser" e não apenas uma profissão.

Com informações da Agência Estado

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 22/09/2026 12:42 / atualizado em 22/09/2026 12:42
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