ELEIÇÕES

Medo da volta da família Bolsonaro cresce entre mulheres, aponta Quaest

Levantamento mostra aumento da diferença entre homens e mulheres na reta final do primeiro turno; entre elas, 47% temem retorno dos Bolsonaro, contra 37% que temem continuidade de Lula

Mulheres de costas -  (crédito: Magnific )
Mulheres de costas - (crédito: Magnific )

O medo de uma volta da família Bolsonaro à Presidência da República é maior entre as mulheres do que entre os homens, segundo a nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28/9). O levantamento mostra também que a diferença entre os gêneros aumentou na reta final do primeiro turno das eleições de 2026.

Entre as mulheres, 47% dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 37% afirmam temer a continuidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os homens, o cenário se inverte: 50% têm medo de um novo mandato de Lula, contra 39% que temem o retorno dos Bolsonaro.

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O recorte acompanha a diferença observada nas intenções de voto para um eventual segundo turno. Entre as mulheres, Lula aparece com 46%, contra 37% de Flávio Bolsonaro (PL). Já entre os homens, Flávio soma 48%, enquanto Lula tem 38%.

A Quaest aponta que a recuperação de Lula na reta final da disputa ocorreu de maneira mais evidente em três grupos: mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família. Entre as mulheres, o cenário que era de empate duas semanas antes passou a registrar vantagem de nove pontos percentuais para Lula.

Medidas do governo

A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre medidas anunciadas pelo governo na última semana. Entre as propostas avaliadas estão a restrição às bets, o reajuste do Bolsa Família e a distribuição de medicamentos para emagrecimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No conjunto do eleitorado, 62% aprovam a restrição às bets, enquanto 59% aprovam o reajuste do Bolsa Família e 58% são favoráveis à distribuição das chamadas canetas emagrecedoras pelo SUS.

As mulheres são o grupo que mais aprova as três medidas. A proibição das bets tem apoio de 64% delas, enquanto 62% aprovam tanto a distribuição dos medicamentos para emagrecimento pelo SUS quanto o reajuste do Bolsa Família.

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06520/2026.

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postado em 28/09/2026 12:10
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