ELEIÇÕES 2026

Malafaia chama Lula de "canalha" e acusa presidente de alimentar mentira

Pastor evangélico sai em defesa de Flávio Bolsonaro e afirma que polêmica sobre Nossa Senhora promove uma "guerra religiosa"

Para Malafaia, a controvérsia foi usada politicamente para atingir Flávio e os evangélicos. O pastor classificou como falsa a informação de que o candidato do PL à Presidência pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.  -  (crédito:  Reprodução do Instagram @silasmalafaia)
Para Malafaia, a controvérsia foi usada politicamente para atingir Flávio e os evangélicos. O pastor classificou como falsa a informação de que o candidato do PL à Presidência pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. - (crédito: Reprodução do Instagram @silasmalafaia)

O pastor Silas Malafaia, aliado da família Bolsonaro, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar a fake news envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida. Em entrevista ao Correio, ele chamou Lula de “canalha” e afirmou que o presidente estaria alimentando uma mentira para provocar uma “guerra religiosa” entre católicos e evangélicos. “O que eu estou assistindo é o desespero de Lula alimentando essa vergonha de um cara que é um verdadeiro canalha”, afirmou.

Para Malafaia, a controvérsia foi usada politicamente para atingir Flávio e os evangélicos. O pastor classificou como falsa a informação de que o candidato do PL à Presidência pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. “Uma mentira que Lula usa para atacar evangélicos, promover guerra religiosa”, disse.

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A alegação sobre a suposta retirada do título não encontra respaldo em nenhum projeto apresentado por Flávio. O episódio teve origem na circulação de informações que associaram o candidato a uma proposta de 2007, de autoria do então deputado Victorio Galli, arquivada em 2008. 

O pastor também rebateu as críticas feitas à declaração de Flávio de que, caso eleito, um de seus primeiros atos seria decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Para Malafaia, a frase não representa uma tentativa de privilegiar os evangélicos, mas uma referência à centralidade de Jesus para o cristianismo. “A expressão máxima do cristianismo para católicos e evangélicos é Jesus. Jesus é a expressão máxima do cristianismo”, afirmou.

Na avaliação de Malafaia, portanto, não haveria contradição entre a afirmação de Flávio e a devoção católica a Nossa Senhora. O pastor citou o capítulo 2 da Carta aos Filipenses, na Bíblia católica e na evangélica, para sustentar seu argumento de que Jesus ocupa posição central na fé cristã. “Jesus Cristo está acima de tudo para um verdadeiro cristão, seja católico ou evangélico”, declarou.

Malafaia também criticou a manifestação do bispo dom Roberto Francisco Ferreira Paz, da Diocese de Campos, que havia cobrado de Flávio esclarecimentos sobre a declaração de que decretaria que o Brasil é de Jesus Cristo. O religioso afirmou que a fala poderia levantar preocupações relacionadas à liberdade religiosa e à laicidade do Estado. 

“Não tem nenhuma palavra de privilégio. O que esse bispo de Campos falou é uma asneira que não tem tamanho”, afirmou Malafaia. O pastor questionou ainda se a Igreja Católica consideraria que a afirmação sobre Jesus poderia representar uma ameaça à sua fé. “Ou a Igreja Católica despreza que Cristo é a figura maior do cristianismo? Claro que não”, disse.

Segundo ele, a convivência entre os dois grupos religiosos é pacífica e não deveria ser transformada em disputa eleitoral. “Ainda bem que católicos e evangélicos são pacíficos. Imagina se não fosse”, afirmou.

A defesa de Malafaia ocorre enquanto a controvérsia ganhou espaço nos palanques e na Justiça Eleitoral. Flávio nega que pretenda retirar o título de Nossa Senhora Aparecida e passou a acusar adversários de explorar a informação falsa. A CNBB também negou participação na disseminação do conteúdo. 

Nos últimos dias, a disputa também provocou decisões judiciais. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que tratavam como verdadeira a informação sobre a suposta retirada do título. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde houve decisões diferentes de Flávio Dino e Luiz Fux. O TSE iniciou nesta quarta-feira (30) o julgamento da decisão de Mendonça.

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postado em 30/09/2026 15:02
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