ELEIÇÕES 2026

Do Agreste para Brasília: Rosa Amorim mira vaga na Câmara

Na Câmara dos Deputados e tenta levar para Brasília uma atuação construída a partir do Agreste e dos movimentos populares

Nascida no Assentamento Normandia, em Caruaru, Rosa Amorim (PT) prepara um novo passo em sua trajetória política. Depois de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a deputada estadual agora disputa uma vaga na Câmara dos Deputados e tenta levar para Brasília uma atuação construída a partir do Agreste e dos movimentos populares.

Filha de dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rosa cresceu em meio à organização política do movimento e construiu também seu próprio percurso na militância. Foi diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), integrou o Levante Popular da Juventude e, posteriormente, chegou à política institucional com a eleição para a Alepe.

“Minha trajetória começa no interior de Pernambuco e é de lá que vem muito do que defendemos na política. Chegar à Alepe nos permitiu transformar essas lutas em atuação parlamentar. Agora, queremos dar um passo adiante e levar para Brasília um projeto que represente Pernambuco, sua diversidade e, principalmente, quem nem sempre consegue ter voz nos espaços de decisão”, afirma Rosa, em declaração sugerida para aprovação da candidata.

No Legislativo estadual, a petista incorporou à atuação pautas que vão além de sua origem no movimento de luta pela terra. A defesa das mulheres, da população negra e LGBTQIAPN+, da juventude e dos trabalhadores passou a dividir espaço com bandeiras como reforma agrária, agricultura familiar e fortalecimento dos movimentos populares.

A candidatura à Câmara coloca Rosa diante do desafio de ampliar para todo o estado uma trajetória que começou no interior. A aposta passa por reunir a identidade construída no Agreste à atuação junto a diferentes segmentos e territórios pernambucanos, agora em uma disputa que pode levá-la do Legislativo estadual ao Congresso Nacional.

Aos 29 anos, Rosa integra uma geração de lideranças pernambucanas que chegou cedo aos espaços institucionais depois de uma formação política iniciada fora deles. Se conquistar uma cadeira em Brasília, fará o caminho que começou no Assentamento Normandia passar pela Alepe e chegar à Câmara dos Deputados.

Mais Lidas