Apostas on-line

Consulta popular sobre fim das bets no Senado tem 85% de aprovação

A medida provisória aprovada por Lula na semana passada já está com mais de 547 mil votos. A consulta pública ainda está aberta do E-Cidadania do Senado

Entre os motivos da proibição estão o endividamento das famílias, o dano à saúde mental e a exposição de crianças às plataformas -  (crédito: Divulgação)
Entre os motivos da proibição estão o endividamento das famílias, o dano à saúde mental e a exposição de crianças às plataformas - (crédito: Divulgação)

Mais de 468 mil brasileiro votaram a favor da Medida Provisória 1394/2026, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de casas de apostas on-line, no portal do E-Cidadania do Senado Federal. Até as 11h50 desta quinta-feira (1º/10), a consulta pública teve mais de 547 mil votos, sendo 79 mil contrários. São 85,5% dos votos favoráveis e 14,4% contrários.

Apesar da grande diferença, o número não representa o real cenário brasileiro em relação ao tema, já que a votação representa apenas aqueles que decidiram participar da consulta. Além disso, a consulta não invalida a decisão dos parlamentares de manter ou não a medida.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Para participar da consulta, basta entrar no site do Senado Federal na aba de “Opine sobre os projetos”, onde será direcionado para o site do e-Cidadania. Depois, pesquisar “Medida Provisória 1394/2026” e votar com o perfil do Gov.br.

A MP foi aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (25/9). De acordo com o texto, as casas de apostas, até as situadas no exterior, devem, a partir da data da publicação, tirar do ar sites e aplicativos, além de reiterar materiais publicitários e patrocínios.

Também deve ser extinta, em até 30 dias, as autorizações de funcionamento das plataformas. A medida prevê a devolução dos valores das apostas canceladas e os saldos dos prêmios. Para coordenar, será criado um comitê de fiscalização com a Casa Civil.

Segundo o governo, os principais motivos da proibição são o endividamento das famílias, o dano à saúde mental e a exposição de crianças e adolescentes às plataformas. Na justificativa, o Executivo entendeu que os mecanismos de proteção não foram suficientes.

  • Google Discover Icon
postado em 01/10/2026 12:39 / atualizado em 01/10/2026 12:40
x