ELEIÇÕES 2026

Como a IA é usada pelas polícias no combate ao crime

Ferramentas de reconhecimento facial e análise preditiva ganham espaço na segurança pública e transformam investigações criminais no país

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu, em 1º de setembro de 2026, os critérios para o uso de deepfakes nas eleições deste ano. Por 5 votos a 2, os ministros mantiveram a proibição desse recurso em campanhas eleitorais, mas estabeleceram que é necessário haver um grau de realismo para caracterizar uma irregularidade. Deepfake é uma tecnologia de inteligência artificial (IA) capaz de criar ou modificar vídeos, áudios e imagens de maneira realista.
 -  (crédito: Freepik rawpixel.com)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu, em 1º de setembro de 2026, os critérios para o uso de deepfakes nas eleições deste ano. Por 5 votos a 2, os ministros mantiveram a proibição desse recurso em campanhas eleitorais, mas estabeleceram que é necessário haver um grau de realismo para caracterizar uma irregularidade. Deepfake é uma tecnologia de inteligência artificial (IA) capaz de criar ou modificar vídeos, áudios e imagens de maneira realista. - (crédito: Freepik rawpixel.com)

Em meio a debates sobre o endurecimento de leis e a segurança pública no país, as polícias brasileiras estão intensificando o uso de inteligência artificial para combater o crime. Ferramentas de reconhecimento facial e análise preditiva já são uma realidade em diversos estados, transformando a forma como investigações são conduzidas e o policiamento é planejado.

Sistemas de reconhecimento facial, por exemplo, analisam imagens de câmeras de segurança em locais públicos como estádios, vias de grande circulação e terminais de transporte. A tecnologia compara rostos capturados em tempo real com bancos de dados de foragidos da Justiça, emitindo alertas imediatos para os agentes em campo. Apenas na Bahia, estado pioneiro na tecnologia, o sistema já ultrapassou a marca de milhares de prisões e localizações de foragidos desde o início de sua operação. 

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Essa abordagem tem acelerado a captura de suspeitos e a resolução de casos, reduzindo o tempo de investigação. O uso de câmeras inteligentes permite monitorar grandes áreas de forma contínua, algo inviável para o patrulhamento humano tradicional, além de identificar padrões de comportamento suspeitos.

A aplicação da IA, contudo, vai além da identificação de pessoas. A análise preditiva é outra frente que ganha força nas corporações policiais, prometendo uma atuação mais proativa.

Como funciona a análise preditiva
Esse método utiliza algoritmos para processar um volume gigantesco de dados, como registros de ocorrências, horários e locais com maior incidência de delitos. Com base nesses padrões, o sistema aponta as chamadas "manchas criminais", áreas onde a probabilidade de um crime ocorrer é maior em determinado período.

Essa previsibilidade permite que as polícias otimizem o patrulhamento, direcionando viaturas e efetivo para locais estratégicos. O objetivo é atuar de forma preventiva, inibindo a ação de criminosos antes que ela aconteça, e não apenas reagir após o fato.

Debates éticos e desafios futuros

A adoção dessas tecnologias ocorre em um momento de forte pressão por resultados na segurança pública, impulsionada por discussões no Congresso e entre governadores. No entanto, o avanço do uso de IA também levanta debates sobre privacidade e a possibilidade de vieses nos algoritmos, com questionamentos sobre a acurácia dos sistemas e seu potencial impacto desproporcional em determinados grupos sociais.

A tendência é que a integração de sistemas inteligentes se expanda para mais cidades nos próximos anos, consolidando a tecnologia como uma ferramenta central nas estratégias de segurança em todo o território nacional.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

 

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postado em 06/10/2026 18:18 / atualizado em 06/10/2026 18:21
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