
O partido Republicanos oficializou, nesta quarta-feira (7/10), o apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, após a vitória no primeiro turno com mais de 2,2 milhões de votos a mais do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em evento com a presença de vários políticos da legenda, como o governador reeleito Tarcisio de Freitas (São Paulo), da senadora Damares Alves (DF) e do governador eleito Cleitinho Azevedo (Minas Gerais).
Ao formalizar o apoio a Flávio Bolsonaro, o presidente da legenda, deputado federal Marcos Pereira, reeleito por São Paulo, liberou aliados que preferirem apoiar o presidente Lula. Contudo, admitiu que fez campanha para Flávio em todas as cidades que visitou no primeiro turno e tratou o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “como presidente”. Flávio, inclusive, afirmou que está “preparado para a responsabilidade”.
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Em seu discurso, Pereira afirmou que o resultado das urnas mostrou que o brasileiro quer mudança no poder, e defendeu que o senador precisa “construir pontes” e que não esqueça de governar também para os que não votaram nele. O senador por sua vez, demonstrou otimismo e afirmou que vai “tirar o Brasil do vermelho” e garantiu que “está preparado para a responsabilidade” de governar o país.
“O primeiro turno passou, o povo passou, e, agora, o Brasil tem diante de si uma escolha clara entre dois caminhos. Parlamentares e lideranças do nosso partido em todo o país, venho anunciar que o Republicanos apoiará Flávio Bolsonaro para presidente. Mas eu preciso, em respeito à minha liderança e ao estilo de fazer as coisas, dizer que eu mantenho o respeito a eventuais particularidades locais e cito como exemplo a Paraíba e Pernambuco. Não é um gesto automático esse apoio aqui. Nem adesão incondicional é uma decisão que nasce da voz das urnas e de um sentimento a gente ouve em toda a esquina: o brasileiro quer ter esperança”, afirmou Pereira. Ele, contudo, reconheceu que o apoio do partido não deve ocorrer em todos os estados, como na Paraíba e em Pernambuco, onde há certas “particularidades”.
De acordo com Pereira, os números de parlamentares eleitos pela legenda liderada por ele, com 41 deputados eleitos, sendo que 28 de estados e do Distrito Federal onde Flávio venceu o primeiro turno, “respondendo por mais de dois terços da bancada”. Além disso, afirmou que o apoio dado ao candidato do PL não será um “cheque em branco” e que o partido vai defender os princípios da Constituição Federal, em primeiro lugar, e garantir a segurança jurídica e a credibilidade das instituições da República.
"A regra de hoje tem que valer amanhã. Nada disso se sustenta sem restaurar a confiança dos brasileiros nas instituições. E isso exige equilíbrio entre os Poderes. Quem legisla, legisla; quem governa, governa; e quem julga, julga. Cada um dentro dos limites que a Constituição lhe deu. Defender isso, senador, não é atacar a democracia, é cuidar dela", destacou.
Flávio Bolsonaro agradeceu o apoio do Republicanos e disse que ele será “crucial para conseguir a vitória no segundo turno”. O senador denominou-se um Bolsonaro diferente, e prometeu que vai procurar “construir pontes” como Marcos Pereira sugeriu. Além disso, disse acreditar que o resultado das eleições no último domingo foi “um projeto de Deus”.
“Eu acredito, de verdade nisso, e jamais aceitaria um cheque em branco de ninguém, porque eu vou preencher cada página da história do Brasil junto com cada um de vocês aqui”, afirmou Flávio olhando para Pereira. “ Porque eu sei que essa unidade que a gente tá construindo nesse momento ela não é programática. É uma unidade de interesse de como você bem colocou que o Brasil tem dois caminhos para escolher agora: é o caminho das trevas ou o caminho da prosperidade com a gente”, disse o candidato do PL. Ele aproveitou para destacar o número de deputados federais da legenda, de 121, e de 28 senadores.
Flávio ainda disse que está com alegria e ânimo para fazer a campanha para o segundo turno e confessou que estava esperando ganhar no primeiro turno e reconheceu também que o recado das urnas foi a vontade de mudança. “Mas eu fiquei muito alegre com o resultado, porque quem venceu não foi, de fato, o Bolsonaro quem venceu. Foi a mudança”, afirmou ele, defendendo o fim dos privilégios no funcionalismo e sinalizou novamente de “fazer justiça” para o pai, que, na avaliação dele, está em prisão domiciliar, “sem ter roubado”.
O candidato do PL informou que, se for eleito, pretende replicar o nacionalmente o monitoramento de bandidos e agressores de mulheres, como ocorre com o Smart Sampa, na cidade de São Paulo, além de denominar as facções criminosas de organizações terroristas.” Vamos implementar o Smart Brasil e com ele vem junto com o Muralha Paulista, do governo do Tarcísio de Freitas. Isso funcionou muito e vou investir em tecnologia para a integração das nossas polícias para proteger as pessoas. Eu vou devolver às ruas para o trabalhador. Quem vai andar com medo na rua é vagabundo”, afirmou ele, que foi aplaudido pelos presentes, que, no fim do evento, correram para tirar fotos com o político.
O candidato ainda contou que vem sofrendo "mais de 2 mil ameaças de morte" e não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Não dá para admitir o Supremo Tribunal Federal da forma como está. A gente tem que proteger as instituições por causa de um ou outro, que a gente tem que baixar a cabeça e achar que tá tudo bem porque não tá tudo bem. Inclusive de ontem para hoje, uma parte da imprensa questionando isso, que é o papel da imprensa questionar quando eu falo que a gente tem que redemocratizar o Brasil”, acrescentou. Flávio ainda fez questão de afirmar que vai “tirar o Brasil do vermelho”, em referência à cor do PT e também às contas públicas. “O Brasil está voltando para o azul e estou muito consciente da minha responsabilidade. O que eu quero falar pra todos vocês é o seguinte: estou preparado pra carregar essa responsabilidade”, afirmou.
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