
A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um novo pedido diretamente ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, para que a Meta seja obrigada a explicar por que o WhatsApp afirmou não ter identificado sinais de comportamento coordenado no canal “Exército do Lula”.
A equipe recorreu ao TSE por meio do plano de conformidade da Meta , mecanismo pelo qual o tribunal fiscaliza se as plataformas cumprem as regras eleitorais.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Na petição, protocolada na terça-feira (20/10), os advogados também denunciam uma operação para manipular buscas no Google e assuntos do momento no X, por meio de mobilização dos integrantes do canal.
A equipe jurídica do candidato do PL cita o aumento de buscas por termos negativos associados à Flávio Bolsonaro após o debate na Band, no último domingo (18/10), e acusa o canal de promover uma manipulação artificial dos algoritmos das plataformas.
O PT contesta, afirmando que, se o candidato se ofendeu, pode pedir direito de resposta e protocolar representação contra os usuários que publicaram os termos na internet.
A campanha de Flávio já havia acionado o presidente do TSE sobre o tema na semana passada, ação que deu início a uma guerra de liminares dentro da Corte. A campanha entrou com uma ação de investigação judicial eleitoral alegando uso indevido de comunicação social. Alguns dias depois, fez um pedido direto à Presidência solicitando a suspensão da comunidade por suposta disseminação de notícias falsas, que foi atendido.
O corregedor-eleitoral do tribunal, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a decisão de Nunes Marques e restabeleceu o canal, mas o presidente voltou a retirar a comunidade do ar e determinou que a volta do canal estaria submetida ao registro oficial nos sites da campanha de Lula.
“Exército do Lula” cresce
Após o registro oficial, o canal foi restabelecido e desde então apresentou um crescimento exponencial na adesão. Nesta quarta-feira (21/10), a quatro dias da realização do 2° turno das eleições, o canal no WhatsApp, comandado pelo deputado federal André Janones (Rede), atingiu o patamar de 7 milhões de membros.
Após o resultado do primeiro turno, Janones intensificou a atuação e uma mobilização digital contou com a adesão espontânea de grandes fã-clubes de música pop nas redes sociais, e o espaço, que reunia cerca de 50 mil inscritos antes da votação, alcançou 1,8 milhões de inscritos no dia 7 de outubro.
Mas não parou por aí, no mesmo dia, Janones estabeleceu a meta de atingir até 3 milhões de participantes nas semanas que se seguiram, e no dia 12 de outubro, o grupo computava 3,7 milhões de usuários conectados. No domingo seguinte, dia 17, a comunidade ultrapassou a barreira dos 5 milhões de participantes. Ganhando em 3 dias, mais de 1,1 milhão de seguidores.
- Leia também: "Exército do Lula": Canal criado por Janones alcança 7 milhões de inscritos
- Leia também: Janones prevê alta às 13h13 e promete retomar campanha de Lula
Janones, que havia sido internado com arritmia cardíaca logo após o debate com os presidenciáveis na Band, teve alta na tarde de ontem, terça-feira (20/10), e horas depois, às 20h da noite, lançou uma nova meta: 7 milhões de inscritos até meio dia desta quarta-feira (21).
Na mensagem, ele afirmava que o canal ficaria fechado para novas publicações até que o número fosse atingido. Ele pediu aos integrantes que convidasse pelo menos mais uma pessoa. Depois da convocação, o grupo ganhou 400 mil novos seguidores em 40 minutos . Às 21h49, o canal registrava 6.184.786 seguidores.
A meta foi batida antes do prazo final, às 10h da manhã, e agora registra 7.132.696 seguidores.
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política
Política