ELEIÇÕES 2026

Eduardo Bolsonaro defende que Flávio deixe o país caso perca a eleição

Em entrevista a podcast norte-americano, Eduardo ainda diz que urnas brasileiras "podem ser fraudadas"

O ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL) -  (crédito: Reprodução / YouTube)
O ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL) - (crédito: Reprodução / YouTube)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (23/10), que, caso seja derrotado, o irmão Flávio (PL-RJ), candidato à Presidência da República, deve deixar o país. A fala foi feita durante entrevista ao podcast norte-americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder. 

Ao ser questionado sobre o planejamento em caso de derrota no pleito, Eduardo, aos risos, disse que mandaria "fuzileiros navais". Em seguida, em tom sério, falou sobre a necessidade de deixar o Brasil. A declaração foi uma resposta à pergunta de um espectador, enviada por meio do chat do programa apresentado no YouTube. 

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"Haveria gente na esquerda furiosa com isso. Gente nas ruas dizendo que isso é construção de nação, que somos um império do mal. Mas esse é um exemplo perfeito do que está errado. Alguma coisa tem que ser feita, a não ser que vocês consigam fazer um ataque de helicóptero para arrancar os telhados da prisão", afirmou Crowder, após a menção de Eduardo sobre os fuzileiros. 

"Teve uma parte do debate em que o Lula disse: 'olha, você vai perder a eleição. No ano que vem você não vai mais ser senador. Não vai ter imunidade. E nós vamos investigar tudo sobre você'. Ele disse isso abertamente, no meio do debate. Ele estava ameaçando meu irmão", disse o terceiro filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

"Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza", completou. 

O ex-deputado ainda aproveitou para criticar o sistema eleitoral brasileiro. De acordo com ele, a escolha por um candidato na hora do voto não importa. O que é, de fato, relevante, de acordo com ele, é a contagem dos votos.  

"O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema. Como disse Stálin, não importa em quem você vota, a questão é quem conta os votos, esse é o problema. Então, da mesma forma que eu não posso provar que houve fraude, eles não podem provar que não houve", criticou. 

Na disputa pelo posto máximo do Poder Executivo, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registraram disputa acirrada no primeiro turno. O bolsonarista computou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. 

 

 


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postado em 23/10/2026 19:03 / atualizado em 23/10/2026 19:03
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