
A equipe jurídica da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já havia descartado pedir a anulação das eleições de 2026 antes mesmo da ida do senador aos Estados Unidos. Segundo apurou o Correio o pedido não seria apresentado “de forma alguma”.
Flávio chegou aos Estados Unidos na tarde desta terça-feira (27), após deixar o Brasil durante a madrugada em um voo fretado. Segundo fontes da Polícia Federal consultadas pelo Correio, o senador teria deixado o país para evitar o cumprimento de uma determinação judicial que ordenava a entrega de seus passaportes.
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De acordo com as fontes, Flávio entrou em território norte-americano com um passaporte italiano. A situação foi comunicada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem cabe decidir sobre o caso.
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As mesmas fontes levantaram a suspeita de que a viagem teria sido coordenada pelo secretário de Estado do governo de Donald Trump, Marco Rubio. Não foram apresentados, nas informações disponíveis, detalhes que comprovem essa suspeita.
A decisão de não apresentar o pedido de anulação representa um recuo em relação à declaração feita pelo senador na noite de domingo (25), após a confirmação da derrota no segundo turno.
Na ocasião, Flávio afirmou que não reconheceria o resultado eleitoral e disse que contestaria a votação. Ele atribuiu ao ministro Cristiano Zanin, do STF, interferência no processo eleitoral.
“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições”, declarou o senador.
Flávio criticou uma decisão de Zanin que prorrogou até as 19h o horário de votação em razão de problemas no transporte de eleitores. Posteriormente, o ministro esclareceu que a medida se aplicava apenas às seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.
Em um vídeo divulgado na segunda-feira (26), Flávio mudou o foco da contestação e afirmou que pediria a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O senador acusou a campanha petista de cometer abusos eleitorais e de disseminar notícias falsas em larga escala.
“Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram, com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu”, afirmou.
Até o momento, as informações apresentadas indicam que a equipe jurídica já não pretendia protocolar o pedido de anulação anunciado por Flávio. A eventual apresentação de uma ação para cassar a chapa de Lula é uma medida distinta e não deve ser confundida com o pedido de anulação das eleições.
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