CÂMARA DOS DEPUTADOS

Erika Hilton já tem mais da metade das assinaturas para CPI das Big Techs

Deputada anunciou que pretende mobilizar apoiadores para pressionar os parlamentares que ainda não assinaram o documento

A proposta prevê a criação de uma comissão parlamentar de inquérito com 26 deputados titulares e 26 suplentes, além de prazo inicial de funcionamento de 120 dias -  (crédito:  Andressa Anholete/Agência Senado)
A proposta prevê a criação de uma comissão parlamentar de inquérito com 26 deputados titulares e 26 suplentes, além de prazo inicial de funcionamento de 120 dias - (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado)

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) já conseguiu mais da metade das assinaturas necessárias para apresentar um pedido de criação da CPI das Big Techs na Câmara dos Deputados. A comissão pretende investigar a atuação de grandes empresas de tecnologia durante as Eleições de 2026.

Segundo a parlamentar, ainda faltam cerca de 80 apoios para alcançar o mínimo de 171 deputados exigido para protocolar o requerimento. Em publicação nas redes sociais, Erika anunciou que pretende mobilizar apoiadores para pressionar os parlamentares que ainda não assinaram o documento.

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A proposta prevê a criação de uma comissão parlamentar de inquérito com 26 deputados titulares e 26 suplentes, além de prazo inicial de funcionamento de 120 dias. O objetivo é apurar possíveis interferências estrangeiras, uso indevido de plataformas digitais e mecanismos de manipulação do debate público, especialmente por meio da disseminação de desinformação eleitoral e da veiculação de publicidade política sem transparência.

O requerimento concentra parte das investigações na Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp, com atenção ao funcionamento de algoritmos de recomendação, ao uso de ferramentas de inteligência artificial e à distribuição de conteúdos políticos nas redes.

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Na justificativa do pedido, Erika Hilton aponta denúncias de remoção de contas, redução de alcance de perfis e decisões de moderação de conteúdo que, segundo o documento, teriam atingido usuários ligados ao campo progressista sem explicações transparentes.

O texto também menciona estudos de pesquisadores e organizações da sociedade civil sobre anúncios eleitorais irregulares pagos em moeda estrangeira, dificuldades na identificação de conteúdos produzidos com inteligência artificial e possíveis restrições à busca e à circulação de informações políticas no WhatsApp. As alegações deverão ser apuradas caso a comissão seja instalada.

A deputada pretende ampliar a pressão sobre os integrantes da Câmara para acelerar a coleta de assinaturas, sob o argumento de que a investigação é necessária para proteger a soberania nacional e a integridade do processo democrático. A iniciativa ocorre a poucos meses das eleições de 2026, período em que a atuação das plataformas digitais e a circulação de conteúdos políticos devem ganhar relevância no debate público.

Para que o pedido avance, o requerimento precisa reunir pelo menos 171 assinaturas e ser formalmente apresentado à Mesa Diretora da Câmara. O procedimento também depende da leitura do pedido pelo presidente da Casa e da indicação dos integrantes da comissão pelos líderes partidários. A obtenção do número mínimo de apoios, portanto, é uma etapa necessária, mas não significa que a CPI já esteja instalada.

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postado em 29/10/2026 13:16
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