
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) já conseguiu mais da metade das assinaturas necessárias para apresentar um pedido de criação da CPI das Big Techs na Câmara dos Deputados. A comissão pretende investigar a atuação de grandes empresas de tecnologia durante as Eleições de 2026.
Segundo a parlamentar, ainda faltam cerca de 80 apoios para alcançar o mínimo de 171 deputados exigido para protocolar o requerimento. Em publicação nas redes sociais, Erika anunciou que pretende mobilizar apoiadores para pressionar os parlamentares que ainda não assinaram o documento.
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A proposta prevê a criação de uma comissão parlamentar de inquérito com 26 deputados titulares e 26 suplentes, além de prazo inicial de funcionamento de 120 dias. O objetivo é apurar possíveis interferências estrangeiras, uso indevido de plataformas digitais e mecanismos de manipulação do debate público, especialmente por meio da disseminação de desinformação eleitoral e da veiculação de publicidade política sem transparência.
O requerimento concentra parte das investigações na Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp, com atenção ao funcionamento de algoritmos de recomendação, ao uso de ferramentas de inteligência artificial e à distribuição de conteúdos políticos nas redes.
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Na justificativa do pedido, Erika Hilton aponta denúncias de remoção de contas, redução de alcance de perfis e decisões de moderação de conteúdo que, segundo o documento, teriam atingido usuários ligados ao campo progressista sem explicações transparentes.
O texto também menciona estudos de pesquisadores e organizações da sociedade civil sobre anúncios eleitorais irregulares pagos em moeda estrangeira, dificuldades na identificação de conteúdos produzidos com inteligência artificial e possíveis restrições à busca e à circulação de informações políticas no WhatsApp. As alegações deverão ser apuradas caso a comissão seja instalada.
A deputada pretende ampliar a pressão sobre os integrantes da Câmara para acelerar a coleta de assinaturas, sob o argumento de que a investigação é necessária para proteger a soberania nacional e a integridade do processo democrático. A iniciativa ocorre a poucos meses das eleições de 2026, período em que a atuação das plataformas digitais e a circulação de conteúdos políticos devem ganhar relevância no debate público.
Para que o pedido avance, o requerimento precisa reunir pelo menos 171 assinaturas e ser formalmente apresentado à Mesa Diretora da Câmara. O procedimento também depende da leitura do pedido pelo presidente da Casa e da indicação dos integrantes da comissão pelos líderes partidários. A obtenção do número mínimo de apoios, portanto, é uma etapa necessária, mas não significa que a CPI já esteja instalada.
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