A três dias do primeiro turno das eleições de 2026, as pesquisas Datafolha realizadas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco mostram cenários diferentes na disputa pelos governos estaduais. Os levantamentos, contratados pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, apontam vantagem dos primeiros colocados em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, enquanto Pernambuco apresenta uma disputa mais apertada.
Os resultados consideram os votos válidos, critério utilizado pela Justiça Eleitoral para a definição do resultado, e também apresentam os percentuais de votos totais, que incluem eleitores indecisos, votos brancos e nulos.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 56% dos votos válidos, contra 37% do ex-ministro Fernando Haddad (PT). A diferença entre os dois é de 19 pontos percentuais. Nos votos totais, Tarcísio registra 50% das intenções, enquanto Haddad aparece com 33%. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar em nenhum candidato somam 7%, e outros 3% ainda não decidiram o voto.
Em uma simulação de segundo turno entre os dois candidatos, Tarcísio aparece com 55% das intenções, contra 38% de Haddad. Entre os demais candidatos, Carlos Machado (PCB), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) registram 2% dos votos válidos cada um, Izadora Dias (PCO) tem 1% e Policial Edjane (Agir) não pontuou.
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O levantamento paulista ouviu 1.610 eleitores presencialmente em cidades do estado entre os dias 28 e 30 de setembro. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos no resultado geral e de três pontos no recorte de votos válidos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-01367/2026 e BR-02676/2026. Os percentuais mostram a situação encontrada pelo instituto no período de realização das entrevistas e devem ser interpretados considerando a margem de erro e as características da amostra.
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece com 49% dos votos válidos, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT), com 20%, e pelo também ex-prefeito da capital mineira Alexandre Kalil (PDT), com 13%. Entre os demais candidatos, Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD) têm 5% cada um, Gabriel Azevedo (MDB) aparece com 3%, Ben Mendes (Missão) registra 2%, enquanto Túlio Lopes (PCB), Rafael Duda (PSTU), Indira Xavier (UP) e Henrique Áreas (PCO) têm 1% cada. Na soma dos votos totais, Cleitinho registra 40%, Patrus tem 16% e Kalil aparece com 11%. Brancos e nulos representam 9% e 8% dos entrevistados estão indecisos.
A pesquisa mineira também mostra diferença entre a consulta estimulada e a espontânea. Quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Cleitinho chega a 40% dos votos totais; já na pesquisa espontânea, em que os eleitores precisam citar o candidato sem receber uma lista de nomes, ele é lembrado por 27%. Patrus aparece com 10% e Kalil com 5% nesse segundo formato, enquanto 41% dos entrevistados ainda não indicam candidato.
Em simulações de segundo turno apresentadas pelo levantamento, Cleitinho registra 60% contra 24% de Patrus e 56% contra 27% de Kalil. O Datafolha entrevistou 1.204 eleitores de 16 anos ou mais em 55 municípios mineiros entre 28 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) aparece com 47% dos votos válidos, enquanto Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), registra 35%. O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) aparece em terceiro lugar, com 8% dos votos válidos. Nos votos totais, Paes tem 42%, Ruas registra 31% e Garotinho aparece com 7%. Brancos e nulos somam 8% e 4% dos eleitores entrevistados se declaram indecisos. Entre os demais candidatos, Willian Siri (PSOL) tem 3% dos votos válidos, Cyro Garcia (PSTU) e Juliete Pantoja (UP) aparecem com 2% cada, enquanto André Marinho (Novo), João Jacques Busnello (Missão) e Luan Monteiro (PCO) registram 1% cada.
A situação jurídica de Garotinho é um dos elementos que precisam ser considerados na leitura da pesquisa fluminense. Segundo as informações apresentadas no levantamento, a candidatura do ex-governador está sub judice após ter sido indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), e o recurso ainda depende de análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o TRE-RJ, os votos recebidos por Garotinho serão contabilizados no domingo, mas sua validade dependerá de eventual reversão da decisão judicial. A pesquisa também indica que 73% dos eleitores fluminenses afirmam estar totalmente decididos sobre o voto, percentual que chega a 82% entre os eleitores de Ruas e a 75% entre os apoiadores de Paes.
Em Pernambuco, o levantamento apresenta a menor diferença entre os dois primeiros colocados. A governadora Raquel Lyra (PSD) registra 50% dos votos válidos, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparece com 47%. A diferença de três pontos percentuais está dentro da margem de erro da pesquisa, também de três pontos, o que caracteriza um empate técnico entre os dois candidatos. Nos votos totais, Raquel aparece com 46% e João Campos com 44%. Brancos, nulos ou eleitores que afirmam não votar em nenhum candidato representam 4%, enquanto 3% permanecem indecisos. Na pesquisa espontânea, Raquel é mencionada por 40% dos entrevistados e João Campos por 34%.
Os demais candidatos têm percentuais menores na pesquisa pernambucana. Ivan Moraes (PSOL) registra 2% dos votos válidos e Renan Hallais (Missão) aparece com 1%. Professora Camila (UP), Guilherme Fonseca (PSTU) e Victor Assis (PCO) não pontuaram. Em uma simulação de segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos, a governadora aparece com 50% das intenções de voto, contra 46% do ex-prefeito. O Datafolha ouviu 1.204 eleitores de 16 anos ou mais em 48 municípios pernambucanos entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
