Câmara dos Deputados

Em evento, Motta defende maior presença feminina nos espaços de poder

Presidente da Câmara disse que índices de violência contra mulheres "envergonham o país"

Abertura da Conferência Internacional
Abertura da Conferência Internacional "Mulheres que Movem a Justiça" - (crédito: Reprodução/ Redes sociais )

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), participou da sessão de abertura da Conferência Internacional "Mulheres que Movem a Justiça" nesta quarta-feira (4/11). Em seu discurso, ele defendeu uma maior presença feminina em espaços de poder como uma forma de construir uma justiça e democracia mais plena. 

“Quanto maior for a presença feminina nos espaços de poder, mais plena será a justiça. E quanto mais plena for a justiça, mais forte e legítima será a nossa democracia”, afirmou.

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Ao discursar, o presidente disse que a democracia é “um princípio inegociável” e a Constituição deve ser o “norte” das instituições fortes. Ele avaliou que os índices de violência contra as mulheres “envergonham o país” e que “nenhuma democracia pode aceitar que mulheres sejam ameaçadas, humilhadas, agredidas ou mortas por serem mulheres”.

Motta defendeu que não há justiça plena quando metade da população enfrenta barreiras para acessar direitos e viver em segurança. Da mesma forma, entende que não há democracia quando mulheres não ocupam posições de decisão.

“Não há justiça plena quando mulheres ainda são vítimas de violência e exclusão. E não existe democracia madura quando as vozes femininas não estão representadas de forma proporcional nos espaços onde as decisões são tomadas”, afirmou.

Na avaliação dele, o Brasil avançou nos últimos anos e mulheres passaram a ocupar posições de destaque no sistema de justiça e na vida pública. No entanto, ele considera que o “caminho ainda está longe de concluído”. 

“Mas democratizar a justiça exige mais do que leis. Exige acesso, educação, informação e confiança nas instituições. Exige que mulheres de diferentes origens, regiões, raças e classes sociais sintam que a justiça lhes pertence e que o Estado é capaz de protegê-las”, disse.

Motta também destacou os feitos da Câmara dos Deputados pela proteção das mulheres. “Em 2025 e 2026, aprovamos um conjunto expressivo de proposições voltadas ao enfrentamento da violência de gênero, ao fortalecimento da rede de proteção e à ampliação do acesso à justiça”, citou como exemplo.

Para ele, o fortalecimento da justiça também deve passar pelo diálogo institucional. Ele defendeu uma atuação conjunta entre  parlamento, Judiciário, Ministério Público, Defensoria e sociedade civil para construir soluções duradouras para as mulheres.

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postado em 04/11/2026 13:01
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