
Ser mulher é já nascer pertencente a uma causa. Hastear uma bandeira no mastro mais alto da própria vida e fazer disso sua motivação. Por contextos históricos e socioculturais, elas sempre estiveram nessa linha de frente do cuidado, sobretudo dentro de casa. Contidas nas quatro paredes da rotina doméstica, o mundo é pouco perto do que, há muito tempo, continuam almejando. Nas diferentes áreas do ativismo, o público feminino se faz presente com voz ativa. Entre dores e propósitos, não conhecem a palavra desistir.
Angela Davis, Rupi Kaur, Simone de Beauvoir e Maria da Penha. Tantas são as mulheres, com faces e histórias distintas, que se propuseram a guerrear na linha de frente dessa tão complexa batalha que é a vida. Entre as conhecidas e as anônimas, uma coisa em comum: a labuta diária, mas o apreço pela conquista. Em 2016, a advogada Josy Veiga, 44 anos, descobriu, com 25 semanas de gestação, que o filho poderia nascer com alguma deficiência, que à época não foi especificada.
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Após o nascimento, o fato se confirmou. "Por ser uma síndrome rara, meu pequeno Murilo esteve comigo por apenas 48 horas. Naquele momento, eu me vi em um lugar de absoluta vulnerabilidade e desinformação", lembra. A maternidade, ao contrário do que muitos pensam, não começa somente no momento em que o bebê é segurado no colo. Inicia-se no desejo, naquele sonho guardado no coração que, logo em seguida, vê-se florescendo dentro do próprio corpo.
Embora pareça que a maternidade foi um período curto da história de Josy, é nessa perda que ela, de uma forma diferente, optou por continuar sendo mãe. "Não sabia o que era ser uma mãe atípica. Não compreendia os direitos envolvidos, tampouco encontrei suporte estatal adequado. Foi nessa dor, e por meio da minha profissão, que nasceu a decisão de transformar minha experiência em propósito", destaca.
Em 2023, iniciou a especialização técnica na área, estruturando a atuação profissional voltada para defender, com base jurídica e propriedade, aquilo que antes precisava aprender sozinha. A advogada, hoje, atua na defesa das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e demais pessoas neurodivergentes. Josy, atualmente, é membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com TEA, da OAB — subseção Samambaia.
Tem sido uma jornada de propósito, responsabilidade e muita satisfação. Cada família que atendo carrega cansaço, insegurança e medo de ter direitos negados. Atuar nessa área é mais do que exercer a advocacia — é devolver dignidade e acesso. É uma missão. Minha atuação profissional e minha vivência pessoal caminham juntas. Não defendo só processos, defendo histórias", afirma.
Desafios e transformações
No dia a dia, além das barreiras estruturais, há, ainda, diversos obstáculos vistos pela advogada como principais na luta pela inclusão, como negativas recorrentes de cobertura de terapias por planos de saúde; morosidade no acesso à consulta que visa o diagnóstico e o tratamento pelo sistema público; o descumprimento de deveres de adaptação e inclusão por instituições de ensino. "Existe a sobrecarga emocional, a falta de rede de apoio e a assimetria de informação", detalha Josy.
Muitas mães, de acordo com ela, desconhecem os mecanismos legais disponíveis e enfrentam um sistema burocrático enquanto já estão exaustas, não apenas fisicamente, mas, principalmente, na parte mental. "O Brasil tem uma Constituição que garante acesso à saúde, à educação. Possui normas importantes de proteção à pessoa com deficiência, mas, na prática, não há a real efetividade das normas. Na saúde, o diagnóstico tardio e a demora excessiva para laudos comprometem o desenvolvimento da criança. E sem laudo muitos direitos ficam inacessíveis."
Na educação, embora a inclusão seja prevista legalmente, ainda há despreparo técnico nas instituições para lidar com as necessidades específicas desses alunos. E a falta de capacitação adequada para o manejo pedagógico e comportamental desse público gera exclusão velada dentro do próprio ambiente escolar. Segundo a advogada, o sistema jurídico ainda não reconhece plenamente o impacto estrutural do cuidado exercido em tempo integral pelas cuidadoras, na grande maioria dos casos, as genitoras.
Há previsões pontuais — como flexibilização de jornada para servidoras públicas e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) quando preenchidos os requisitos legais —, mas não existe uma política pública abrangente, que reconheça o cuidado como atividade socialmente relevante com reflexos previdenciários e econômicos. "Na prática, muitas mulheres sofrem perdas financeiras e estagnação profissional sem qualquer compensação legal proporcional. Há projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados (PL 1520/25), para remunerar essas mães, porém, ainda em análise", comenta.
Para que haja uma mudança de fato, Josy acredita que projetos voltados à consolidação de uma política nacional de cuidados integral à família, não apenas à pessoa com TEA, que possa garantir o acolhimento, também, para as mães, pois elas cuidam de pessoas em tempo integral, mas muitas delas não são cuidadas. Com esse objetivo, de defender uma causa tão bonita, repleta de vivência pessoal e profissional, a advogada faz da dor que conheceu há uma década o motivo pelo qual vive todos os dias.
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Cansaço, sobrecarga e potencial
Quando assumem papéis de liderança, sobretudo em movimentos sociais, mulheres enfrentam desafios, nem sempre tão invisíveis. Camila Potyara Pereira, socióloga, professora do Departamento de Serviço Social e do Programa de Pós-graduação em Política Social da Universidade de Brasília (UnB), ressalta que essa cultura de ódio está enraizada na sociedade.
"Assim, não há espaço livre de machismo, nenhum lugar é 100% seguro para as mulheres. E por ser estrutural, muitas vezes, ele passa despercebido, como normal ou natural", acrescenta a especialista. Dessa forma, quando elas ocupam cargos de destaque, frequentemente precisam se esforçar o dobro para serem minimamente reconhecidas e respeitadas. Entre machistas, paira sempre a dúvida de: como foram parar ali?
Além disso, são cobradas a não deixarem de lado suas responsabilidades domésticas. E na maioria das vezes, não podem, de fato, deixar: acumulam sua atuação social com o cuidado da família e do lar. A sobrecarga desanima, adoece e interrompe a trajetória de muitas mulheres potentes. Habilidades essenciais em papéis de liderança, como firmeza, assertividade e confiança, em mulheres são interpretadas como "histeria", "grosseria" ou "autoritarismo".
Por outro lado, a capacidade de mediação de conflitos, a escuta atenta, a empatia, são julgadas como "fraqueza". O machismo, velado ou não, gera a síndrome do impostor, na qual mulheres competentes, inteligentes e extremamente qualificadas duvidam de si mesmas e de suas capacidades. "Fora, claro, que a exposição política e socialmente posicionada as expõem a riscos nada invisíveis de sofrerem violências verbais, físicas, sexuais e potenciais vítimas de feminicídios", analisa Camila. Na visão da socióloga, o machismo não afeta todas as mulheres da mesma maneira.
A intersecção de diferentes marcadores sociais, como raça, classe, orientação sexual, identidade de gênero e etnia, potencializa ou suaviza as violências. "Uma mulher negra, com deficiência, lésbica e periférica experimenta violências muito diversas das que afetam uma mulher branca, heterossexual e financeiramente independente", aponta. E pior, esses marcadores sociais acumulam as opressões. "Aquela mulher negra vai ser vítima de racismo, lesbofobia, capacitismo, xenofobia, classismo, muitas vezes, também praticadas por mulheres brancas."
Segundo a especialista, estudos demonstram que a dor de uma mulher branca comove mais do que a dor de uma mulher negra, embora essas sejam as maiores vítimas de feminicídios, de violências domésticas, de violências obstétricas, de fome e insegurança alimentar, de catástrofes naturais, e de doenças tratáveis. Um ativismo sério, que lute pela vida digna das mulheres, não pode desconsiderar essas questões.
O medo e a luta
No Brasil, o medo de ser vítima de um estupro aterroriza e cresce entre as brasileiras. Segundo dados de um levantamento conjunto dos Institutos Locomotiva e Patrícia Galvão, em 2025, 82% das mulheres entrevistadas afirmaram carregar o temor de sofrer violência sexual. Os números apontam, ainda, que ao somar todas aquelas que enfrentam outros medos, a estatística sobe para 97%, alcançando, praticamente, a totalidade das mulheres. A pesquisa destaca que, na faixa etária entre 16 e 24 anos, o pavor é ainda maior: 87% das jovens ouvidas manifestaram enorme temor.
Recentemente, no Rio de Janeiro, uma adolescente de 17 anos foi vítima de estupro coletivo. O caso ganhou comoção nacional, trazendo indignação e inúmeros questionamentos. Diante de tantas queixas, a voz ativa se faz ainda mais necessária. Muitas se dedicam a, de alguma maneira, tentar levar acolhimento e esperança para uma sociedade cansada de acreditar. Maria Neuzinete Rocha da Silva, 48 amos, graduada em serviço social e especialista em gestão social e políticas, decidiu lutar pela causa da defesa dos direitos das mulheres, em 2014, quando estava na faculdade.
Em 2018, no final do curso, participou de um projeto no Presídio Feminino do Distrito Federal (Colmeia), sob orientação da professora Ivanda Martins. “O que vivi ali não foi apenas uma experiência acadêmica, foi um verdadeiro despertar político. Dentro daquele espaço, enxerguei algo que muitas vezes a sociedade insiste em não ver: mulheres que, antes de serem privadas de liberdade, já tinham sido privadas de direitos; mulheres marcadas pela violência doméstica, pela pobreza, pelo racismo estrutural e pela ausência de políticas públicas eficazes. Ali compreendi que o sistema não começa na prisão — ele começa na desigualdade.
Foi nesse momento que ela entendeu que não bastava exercer a profissão de forma técnica, era preciso assumir posicionamento, lutar para romper ciclos, enfrentar estruturas e denunciar omissões. “Desde então, a defesa dos direitos das mulheres não é apenas parte da minha atuação profissional, é uma escolha ética, política e permanente. Não trabalho apenas com casos — luto por vidas, por dignidade e por justiça social”, completa. A jornada, apesar de intensa e desafiadora, é transformadora.
Trabalhar na defesa dos direitos das mulheres exige preparo técnico, firmeza institucional e sensibilidade humana. “Os maiores desafios são: a naturalização da violência; a dependência econômica que aprisiona muitas mulheres; a fragilidade das políticas públicas em determinados territórios; e, principalmente, o silêncio — que ainda é uma das maiores barreiras”, avalia Maria Neuzinete.
No abrigo em que trabalhava, em Samambaia, encontrou muitas mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, muitas vezes chefes de família, com baixa renda, baixa escolaridade e dependência financeira do agressor. Também são mulheres negras, periféricas e com pouca rede de apoio. “A ausência do Estado se revela quando faltam políticas de moradia, emprego, creche, saúde mental e proteção eficaz. A violência de gênero se agrava quando atravessada por desigualdades sociais.”
Hoje, ela também dá palestras falando sobre as experiências que encontrou e a importância do acolhimento para essas mulheres. “A rede de apoio não nasce pronta, ela precisa ser articulada. Ela envolve família, vizinhança, serviços públicos, sistema de justiça, saúde, assistência social e organizações da sociedade civil. Quando a mulher está isolada, o primeiro passo é o acolhimento qualificado: escuta sem julgamento, informação clara sobre direitos e encaminhamentos responsáveis”, defende Maria Neuzinete.
Do esgotamento à felicidade
A história de Laura Schwengber, 42, analista comportamental, é um exemplo prático dessa transição. Há cerca de 11 anos, Laura viveu o que descreve como uma "epidemia emocional silenciosa". Ao descobrir que a maternidade e a vida feminina não precisavam ter o peso sufocante que sentia, percebeu que sua experiência era um tesouro que precisava ser compartilhado, sobretudo depois de andar por essa estrada escura. "Minhas cicatrizes podiam (e deviam) ser usadas como remédio para outras mulheres", relata.
Com isso, decidiu fundar o ecossistema Cuide-se Pra Cuidar (@clam.clube), que inclui o CLAM (Clube de Autocuidado da Mulher). Para ela, o maior desafio não é informar as mulheres sobre o cansaço — elas já sabem que estão exaustas —, mas convencê-las de que o autocuidado não é egoísmo, mas "estratégia de sobrevivência".
"Quando a mulher se esgota, todo o sistema ao redor dela também sofre", afirma a analista, que hoje lidera uma comunidade de 60 mulheres em Brasília focado em empreendedorismo sustentável e na prevenção do burnout. As principais queixas das seguidoras estão voltadas para o cansaço constante e estresse recorrente, como se fossem “panelas de pressão” prestes a explodirem.
Muitas contam que se sentem “funcionando”, mas não vivendo, como se a vida escorresse por entre os dedos. Resgatar a autoestima de mulheres, a partir do peso que vivenciou no passado, é o que faz Laura levantar da cama todos os dias. “O esgotamento feminino não nasce da fraqueza. Nasce da força, do excesso de responsabilidade assumida sem limites saudáveis. É sobre não se perder enquanto faz.”
A força do coletivo
O que leva uma mulher a transformar sua dor individual em uma luta coletiva? Para Paulo Henrique Roberto, psicanalista e professor no Centro Universitário Uniceplac, a resposta reside em um processo de "cura política" e na construção de comunidades de apoio. Em um cenário no qual o machismo estrutural e a sobrecarga de papéis sociais ainda ditam o ritmo da exaustão feminina, histórias de transformação mostram que a saída para o esgotamento é, invariavelmente, coletiva.
O ativismo, na análise do profissional, não é apenas um ato político, mas uma necessidade psíquica. Ele explica que o movimento em direção ao grupo ajuda a mulher a nomear o mal-estar. "A dor deixa de ser vivida em dimensões por si só subjetivas e passa a ser reconhecida como fenômeno social. Isso transforma o afeto em energia política", afirma. Paulo Henrique destaca que o engajamento em causas como o feminismo e a luta antirracista proporciona uma "reinterpretação da dor simbólica", o que reduz a culpa e o medo.
Ao se ver no grupo, a mulher desenvolve o que ele chama de senso de agência: ela deixa de ser alvo de normas para se tornar agente transformadora. No entanto, o professor alerta para os riscos dessa exposição. "O ativismo expõe continuamente a relatos de violência, isso pode marcar um contexto de adoecimento devido às marcas que essa truculência viril de homens ensimesmados deixa." Assim, ele defende que a militante construa redes internas e utilize a psicoterapia para estabelecer limites claros entre a vida pessoal e a causa.
Isso porque, nessa busca por ser uma voz ativa, a mulher adiciona uma outra camada à própria rotina, que vai demandar ação, por vezes reação, e muito tempo de sua vida. Desse modo, a psicoterapia também pode auxiliar nesse processo, especialmente quando se trata de lazer, descanso, comunhão em algum nível com a espiritualidade. Enfim, discutir aspectos que permeiam a sobrevivência em espaços hostis também pode trazer exaustão mental. Pensar nisso e trabalhar no tema é garantir uma melhor luta pela bandeira que se leva.
O cuidado como propósito
No campo da ação direta, a história de Vandelicia Dias Rodrigues, 64 anos, ilustra como o cuidar de terceiros pode ressignificar a própria existência. Ela, de alguma forma, sempre nutriu o desejo de ajudar, mas a rotina de trabalho adiou o sonho até a aposentadoria. Há 12 anos, juntou-se ao voluntariado, dedicando a última década ao SAV (Serviço Auxiliar de Voluntários) no Hospital de Base de Brasília.
Sua rotina é intensa: oito desses anos foram focados na internação da psiquiatria, onde desenvolve hortas terapêuticas, oficinas de argila e atividades lúdicas. O trabalho do grupo é essencial para pacientes de baixa renda, financiando desde cadeiras de rodas até transporte. "É uma troca de ensinamentos e de vida. Doo meu tempo e ganho carinho", conta Vandelicia.
Para ela, o ativismo voluntário feminino é movido por uma disposição intrínseca de acalentar. "Nós trazemos no nosso interior essa preocupação em cuidar. Quando percebemos que podemos contribuir, nos doamos por completo." Com um sorriso estampado no rosto, exibe com carinho a blusa do coletivo que transforma vidas e abraça pessoas. “É sempre muito gratificante. Existe muita gente passando por momentos difíceis”, finaliza.
Embora as trajetórias sejam distintas, as águas correm para o mesmo rio: o isolamento é o maior inimigo da saúde mental feminina. "Ninguém sustenta essa luta sozinha", conclui Paulo Henrique, lembrando que, para transformar a realidade, é preciso primeiro garantir a própria sobrevivência e o direito ao descanso. Agora, elas estão na linha de frente, lidando com ódio e sobrevivendo para fazer com que outras vivam.
O encontro de gerações
O movimento feminista atravessa um momento de intensa reconfiguração, marcado pelo diálogo — por vezes tenso, mas produtivo — entre as veteranas e a geração Z. Para Janaína Penalva, professora associada da Faculdade de Direito da UnB, esse encontro de gerações, embora seja desafiador, vive uma fase de expansão e esperança. Segundo a especialista, a democratização da comunicação sobre os direitos das mulheres ampliou os espaços de resistência, mitigando crises geracionais que já foram mais acentuadas no passado.
As divergências entre as faixas etárias, no entanto, permanecem presentes e se concentram, sobretudo, na forma de atuação. “Enquanto as mais jovens dão um valor central à articulação política nas redes sociais, as gerações anteriores tendem a priorizar formas de trabalho mais coletivas e mantêm a luta de classes como um ponto de tensão e debate. Apesar dessas nuances, existe um consenso inegociável: a opressão patriarcal e a falsa neutralidade de gênero são problemas estruturais que devem ser combatidos em todas as esferas da relevância pública.”
Um dos maiores obstáculos apontados por Penalva mora na desigualdade material para a viabilização de projetos sociais. Diferente dos homens, as mulheres enfrentam uma escassez de capitais essenciais para a captação de recursos de seus projetos: tempo, capital intelectual e relações políticas. "As mulheres são mais pobres, têm menos tempo e menos inserção na esfera pública", detalha a professora.
Essa falta de acesso à informação e a redes de influência restringe drasticamente as chances de uma mulher iniciar o processo de financiamento para suas causas em comparação aos líderes masculinos, perpetuando um ciclo de invisibilidade institucional. Dessa forma, os dilemas que permeiam essa luta pela causa fica ainda mais delicada, mostrando que assumir um papel de liderança, sendo mulher, não é uma tarefa nada fácil.

Revista do Correio
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