
A quadra de saibro mais famosa do mundo ganhou brilho extra nesta terça-feira (26). A estreia de Naomi Osaka em Roland Garros veio acompanhada de vitória e estilo. A japonesa venceu a alemã Laura Siegemund por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6 (7-3), mas o placar não foi o único assunto do dia em Paris. Antes mesmo do primeiro saque, Osaka já havia transformado a entrada na quadra em um verdadeiro desfile de moda.
A atleta surgiu usando um visual customizado desenvolvido em parceria com a Nike e assinado pelo estilista suíço Kevin Germanier. A composição começou com um vestido longo preto de impacto dramático e revelou, por baixo, o look de jogo dourado, repleto de brilho e personalidade. Em uma modalidade tradicionalmente marcada por códigos estéticos mais discretos e minimalistas, Osaka mais uma vez escolheu romper padrões e mostrar que performance e expressão visual podem caminhar juntas.
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A relação entre moda e esporte, aliás, vive um momento de transformação. Se antes os uniformes tinham foco quase exclusivo na funcionalidade, hoje atletas se consolidam também como referências de estilo. Nomes como Osaka ajudam a reforçar esse movimento, no qual a identidade pessoal ganha espaço dentro das arenas esportivas. O tênis, em especial, tornou-se um terreno fértil para essa fusão entre alta moda e desempenho, impulsionado por atletas que entendem a roupa como extensão da narrativa que constroem em quadra.
A japonesa vem construindo essa imagem há algumas temporadas. No início do mês, esteve no Met Gala usando um look sob medida de Robert Wun e, nos Grand Slams, já acostumou o público a entradas marcantes. No Australian Open deste ano, apareceu com guarda-sol branco e chapéu de abas largas. Já no US Open de 2024, apostou em uma saia de tule branca com um grande laço nas costas. Mais do que figurino, são escolhas que reforçam sua presença como atleta e ícone cultural.
Em Paris, o resultado foi completo. Osaka avançou para a próxima fase e ainda reafirmou uma tendência cada vez mais forte no esporte contemporâneo. Em tempos de redes sociais, construção de imagem e consumo de moda ligado ao universo esportivo, a quadra deixou de ser apenas espaço de competição. Para atletas como Naomi Osaka, ela também pode funcionar como passarela.

Revista do Correio
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