Prisão

Empresário condenado por homicídio é preso na Bahia após quase 24 anos

Reconhecimento facial levou à captura de Sérgio Nahas, sentenciado pelo assassinato da esposa em São Paulo, cometido em 2002

Condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado, o empresário responde pelo assassinato da esposa, Fernanda Orfali, morta em 2002 -  (crédito: Policia Civil da Bahia )
Condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado, o empresário responde pelo assassinato da esposa, Fernanda Orfali, morta em 2002 - (crédito: Policia Civil da Bahia )

Quase 24 anos após o crime, o empresário Sérgio Nahas foi preso no sábado (17/1) em Praia do Forte, litoral norte da Bahia, no mesmo destino turístico onde ele e a vítima passaram a lua de mel antes do homicídio registrado em São Paulo.

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A prisão ocorreu após a identificação de Sérgio Nahas por câmeras de videomonitoramento com tecnologia de reconhecimento facial. Ele estava hospedado em um condomínio de luxo e tinha contra si um mandado de prisão expedido em 25 de junho de 2025, após o trânsito em julgado da condenação.

Condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado, o empresário respondia pelo assassinato da esposa, Fernanda Orfali, morta em 2002 aos 28 anos, no apartamento do casal em São Paulo. Desde a expedição da ordem judicial, seu nome e fotografia constam na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo usado para localizar foragidos.

Segundo a Polícia Militar, durante a abordagem foram apreendidos 13 pinos de cocaína, três celulares, um veículo Audi, cartões de crédito e medicamentos de uso contínuo. Todo o material foi encaminhado às autoridades competentes para registro e demais providências legais.

Em nota, a advogada Adriana Machado de Abreu, responsável pela defesa, afirmou que a prisão representa 'um dos casos de maior injustiça do Brasil'. Segundo ela, Sérgio Nahas já residia na Bahia antes da expedição do mandado e não teria a intenção de descumprir as determinações da Justiça.

O Ministério Público sustenta que Fernanda foi morta após se trancar em um closet ao confrontar o marido sobre traições, uso de drogas e possível separação. Laudo pericial apontou ausência de resíduos de pólvora nas mãos da vítima. Inicialmente condenado em 2018 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, Nahas teve a pena aumentada após recurso no Supremo Tribunal Federal, com a execução determinada apenas após o esgotamento de todos os recursos, em 2025.

* Estagiária sob a supervisão de Rafaela Gonçalves 

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postado em 22/01/2026 17:33
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