A jornalista Maria Prata compartilhou nesta sexta-feira (23/1) um vídeo que registra o momento exato em que foi assaltada ao lado da filha Dora, de 6 anos, fruto de seu casamento com o apresentador Pedro Bial. As imagens, captadas por câmeras de segurança, mostram um motociclista apontando uma arma e exigindo os pertences da jornalista.
O assalto ocorreu na quinta-feira (22/1), na região da Lapa, Zona Oeste de São Paulo. Ao publicar o vídeo, Maria Prata fez um relato minucioso e pessoal sobre a experiência traumática que viveu com a filha. “Hoje foi comigo. Essa imagem sem som que vemos repetidamente no feed: uma câmera de segurança, um motoqueiro de capacete e mochila de entregas, uma arma, alguém sendo assaltado na rua. Agora esse alguém era eu. Com minha caçula colada em mim. E com som, que não sai da minha cabeça”, escreveu.
Segundo a jornalista, elas caminhavam por uma rua residencial quando foram abordadas. Maria fez questão de detalhar a cena para desconstruir a ideia recorrente de que situações assim só acontecem por descuido.
“Não estava com celular na mão. Não estava ‘dando bobeira’ num ‘lugar perigoso’. Estacionei o carro em uma rua residencial (fofa, de casinhas geminadas, na Lapa) e estava andando 20m até a casa para onde íamos. ‘Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone?’ ‘Tá na bolsa. Eu tô com uma criança, fica calmo, pode levar tudo’ ‘Mamãe, por que você tá tirando sua aliança?’ ‘Qual a senha do iPhone? A senha do iPhone!’ Eu dizia a senha, mas, nervoso, ele errava as teclas. ‘Repete! A senha!!’ ‘Eu abro o celular pra você!’ ‘A senha!! Você é polícia?!’ Ele passou a mão na minha cintura pra ver se eu tava armada. Repeti a senha. Finalmente abriu. Ele revirou a bolsa, pegou meus cartões e saiu.”
Maria Prata contou ainda que Dora não chegou a perceber a arma nem compreendeu de imediato o que estava acontecendo. “Dora não viu a arma, não entendeu o que tava acontecendo por um motivo óbvio: ela sequer sabe que isso acontece”, relatou.
Após o assalto, mãe e filha entraram na casa onde seriam recebidas por amigos. A jornalista entregou a filha ao pai, Pedro Bial, que estava no local, e só então conseguiu desabar. “Só ali, pelas conversas, caras e perguntas, ela sentiu o baque. Chorou, ficou com medo, ‘quero ir pra casa, mamãe’.”
O dia seguiu com a chegada da polícia, o registro do depoimento e uma série de telefonemas para cancelar compromissos. Segundo Maria, Dora passou horas tentando compreender o que havia ocorrido. “Dora passou o dia falando sobre isso, processando, perguntando, querendo entender o que foi aquilo, quem era aquele cara, por que ele queria o telefone, a senha, a aliança, por que isso acontece.”
O impacto emocional permaneceu durante a madrugada. “São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara”, escreveu.
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Ao final do relato, Maria Prata buscou tranquilizar amigos e seguidores, destacando que, apesar do trauma, ambas estão bem. “Estamos bem, têm coisas muito piores, o pesadelo poderia ser outro. Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado e o desfecho poderia ser outro, como já foi com tanta gente.”
Ela também refletiu sobre o contraste entre a experiência vivida e os valores que vinha transmitindo às filhas. “Passamos as férias dedicados a mostrar para nossas filhas o Brasil mais sensacional que há. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou. A todos os amigos que nos receberam, obrigada. Em frente. Estamos vivas.”
Maria Prata e Pedro Bial são casados desde 2015 e têm duas filhas: Laura, nascida em novembro de 2017, e Dora, nascida em dezembro de 2019.
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