
Há 19 anos, em 7 de fevereiro de 2007, a música brasileira se despedia de um de seus maiores talentos: o pianista Pedrinho Mattar. Aos 70 anos, ele morreu em Santos, vítima de um infarto fulminante, deixando um vácuo no cenário musical e uma legião de admiradores. Sua partida súbita encerrou a trajetória de um artista que dedicou a vida a explorar as infinitas possibilidades das 88 teclas.
O virtuose das teclas
Nascido em uma família de músicos, Pedrinho Mattar demonstrou talento precocemente. Sua formação foi aprimorada sob a tutela da renomada pianista Magdalena Tagliaferro, consolidando uma técnica que se tornaria sua marca registrada. Nas décadas de 1950 e 1960, ele se tornou uma figura central nas superboates de São Paulo, onde seu estilo único e carismático conquistou o público e a crítica.
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Um músico sem fronteiras
O grande diferencial de Pedrinho Mattar era sua extraordinária versatilidade. Ele transitava com maestria entre o jazz, a bossa nova, a música erudita e a MPB, quebrando barreiras e popularizando o piano instrumental. Em seu repertório, era possível encontrar desde clássicos de Gershwin até releituras inovadoras de Luiz Gonzaga e Carlinhos Brown, demonstrando uma curiosidade musical que não conhecia limites. Além de sua carreira nos palcos, Mattar também compôs trilhas sonoras para comerciais e cinema.
Pianíssimo: o legado na TV
A partir de 1990, Pedrinho Mattar levou seu talento para a televisão com o programa Pianíssimo, na Rede Vida. Durante anos, ele apresentou um repertório diversificado, recebeu convidados e compartilhou sua paixão pela música, tornando-se um querido apresentador e um importante divulgador da música instrumental de qualidade para todo o Brasil. O programa solidificou seu nome como sinônimo de excelência e acessibilidade.
Um legado de música e carisma
Longe dos palcos, Pedrinho era conhecido por sua simpatia e por interesses que iam além da música, como seu fascínio por astronáutica. Tio do ator Maurício Mattar, ele deixou uma marca não apenas como músico, mas como uma figura humana cativante. Dezenove anos após sua partida, o legado de Pedrinho Mattar permanece vivo em suas gravações e na memória de todos que foram tocados por sua arte. Sua música continua a ecoar como um testemunho de que o verdadeiro talento é, de fato, imortal.
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