Mobilização

Policiais rodoviários fazem ato por criação de fundo contra crime organizado

Ato reúne policiais rodoviários federais em diferentes estados e cobra avanço de proposta parada no governo

PRFs realiza mobilização nacional por criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas -  (crédito: Polícia Rodoviária Federal)
PRFs realiza mobilização nacional por criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas - (crédito: Polícia Rodoviária Federal)

Policiais rodoviários federais realizam mobilização nacional nesta sexta-feira (27/03) em defesa da criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), com atos previstos em unidades operacionais em diferentes estados. No Distrito Federal, a concentração ocorre no Departamento da PRF, no Setor Policial Sul, em Brasília, a partir das 14h. A convocação partiu da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, que aponta a medida como necessária para ampliar recursos destinados ao enfrentamento ao crime organizado.

A mobilização foi definida após deliberação interna da entidade e inclui a possibilidade de suspensão de atividades extraordinárias nos próximos dias. Entre os serviços que podem ser interrompidos estão ações fora das atribuições legais da corporação, como operações voltadas ao combate de irregularidades no setor de combustíveis. A sinalização ocorre em meio a discussões no governo federal sobre o risco de paralisação de caminhoneiros, mesmo após medidas relacionadas ao piso mínimo do frete.

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A proposta do fundo foi apresentada durante a gestão do então ministro Ricardo Lewandowski e prevê a destinação de recursos para investimentos institucionais e valorização das forças de segurança da União. O projeto, no entanto, permanece paralisado no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, sem previsão de avanço na tramitação.

Dados da Polícia Rodoviária Federal indicam apreensões realizadas entre 2023 e 2025, incluindo mais de duas mil toneladas de maconha, além de cocaína, armamentos, anfetaminas e madeira ilegal, com mais de 120 mil detenções registradas no período. Segundo o presidente da entidade, Tácio Melo, “os números evidenciam a dimensão do enfrentamento ao crime no país e mostram a necessidade de financiamento estruturado para as ações de segurança”.

A entidade também defende tratamento igualitário entre as carreiras da segurança pública federal. De acordo com Melo, “qualquer iniciativa relacionada ao fundo ou à valorização das forças precisa contemplar a categoria de forma equilibrada, sob risco de comprometer a integração do sistema”. A federação sustenta que a criação do mecanismo financeiro pode contribuir para fortalecer a atuação institucional diante da atuação de organizações criminosas no país.

 *Estagiária sob supervisão de Aline Gouveia

 

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postado em 27/03/2026 13:53
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