Um boneco de pano guardado por mais de 40 anos como memória de um filho se tornou um símbolo de confiança e acolhimento. O brinquedo pertenceu a Heitor, uma criança falecida em 1982 aos 5 anos, e foi doado por seus pais aos voluntários do grupo Soul Alegria.
A entrega ocorreu durante uma visita humanizada do grupo à paciente Laura, irmã de Heitor. A família sentiu que era o momento de dar um novo significado ao objeto, que era uma das lembranças mais afetivas do filho.
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Clerson Pacheco, fundador e coordenador do Soul Alegria, relatou a emoção do momento. "Minhas mãos tremiam enquanto eu recebia aquele presente. Não era apenas um brinquedo antigo, mas uma relíquia preservada por mais de 40 anos, carregada de amor, saudade e memória", afirmou.
Para Pacheco, o gesto espontâneo revela a profundidade do vínculo criado entre voluntários e as famílias dos pacientes. Ele mostra que o trabalho vai além do entretenimento, consolidando-se como uma experiência que gera confiança em períodos de vulnerabilidade emocional.
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Fundado em 2011, o Soul Alegria é um grupo de palhaçaria humanitária que atua em hospitais e instituições de saúde. O objetivo é promover o bem-estar de pacientes, familiares e profissionais.
Atualmente, os voluntários realizam visitas em unidades como o A. C. Camargo Cancer Center, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e o Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. Para a organização, a doação do brinquedo se tornou um dos episódios mais marcantes de sua história, por representar a capacidade do cuidado humanizado de transformar relações e ressignificar histórias marcadas pela perda.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
