Imunização

Governo inicia campanha para atualizar vacinas de crianças e adolescentes

Mobilização do Ministério da Saúde terá Dia D em 22 de agosto, oferta de 20 vacinas e reforço contra o sarampo para ampliar a cobertura vacinal e evitar o retorno de doenças

Para garantir a realização da campanha, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhão de doses de vacinas aos estados -  (crédito:  Instituto Butantan/Divulgação)
Para garantir a realização da campanha, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhão de doses de vacinas aos estados - (crédito: Instituto Butantan/Divulgação)

O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira (7/8) a Campanha Nacional de Multivacinação 2026 com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos e ampliar a cobertura vacinal em todo o país.

A mobilização segue até 1º de setembro e terá o Dia D em 22 de agosto. Durante a estratégia, serão oferecidos 20 imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, com aplicação das doses necessárias conforme a idade e o histórico de cada pessoa.

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Ao acompanhar a distribuição de vacinas no Almoxarifado Central de Guarulhos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou que "estamos recuperando a cobertura vacinal, mas sempre temos que manter isso atualizado" e reforçou a importância da imunização contra o sarampo diante do aumento de casos em outros países.

A campanha pretende reduzir o número de pessoas com vacinas em atraso e ampliar a proteção contra doenças como sarampo, poliomielite, meningites, pneumonias, hepatites, difteria, tétano, coqueluche, influenza, covid-19, febre amarela, HPV, dengue e varicela, entre outras. Pela primeira vez, a mobilização inclui a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada ao calendário neste ano para crianças menores de cinco anos.

Também fazem parte da estratégia a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a imunização contra a covid-19, conforme as indicações estabelecidas pelo Ministério da Saúde. A orientação é de que pais e responsáveis levem a caderneta aos postos de vacinação para que os profissionais avaliem quais doses precisam ser aplicadas.

Como parte da mobilização, o Ministério da Saúde intensificará a vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nessas cidades, pessoas entre seis meses e 59 anos poderão receber a vacina tríplice viral, utilizada para prevenir sarampo, caxumba e rubéola, independentemente da situação vacinal.

Segundo Alexandre Padilha, "nós estamos chamando pessoas de até 59 anos para se vacinar contra o sarampo, para a gente ter garantia do bloqueio, não deixar acontecer no Brasil o que está acontecendo nos Estados Unidos hoje". A medida foi adotada após o registro de casos relacionados à importação do vírus e busca reduzir o risco de transmissão no país.

Para garantir a realização da campanha, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhão de doses de vacinas aos estados. Desde o início de 2026, mais de 177 milhões de doses foram enviadas às unidades da Federação e ao Distrito Federal para abastecer a rede pública. No caso do sarampo, mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral já foram distribuídas neste ano, das quais cerca de 2,9 milhões foram aplicadas.

Em São Paulo, o reforço no estoque contou com o envio de 3,2 milhões de doses. Além da campanha, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a contar, desde 3 de agosto, com um segundo reforço da vacina inativada (VIP) aos quatro anos de idade, medida que fortalece a proteção contra a doença.

Aumento da cobertura

Os resultados mais recentes mostram avanço na recuperação da cobertura vacinal no Brasil. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam que o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente caiu de 360 mil, em 2023, para 50 mil, em 2025, redução próxima de 90%.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 94,8 milhões de doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação já foram aplicadas em 2026. A pasta destaca que manter o esquema vacinal em dia é a principal forma de prevenir doenças, evitar surtos e impedir a reintrodução de vírus e bactérias que podem provocar complicações e mortes.

 *Estagiária sob a supervisão de Victor Correia

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postado em 07/08/2026 16:00
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