
A chegada de um ciclone bomba na região Sul do país deve gerar rajadas de vento de até 100 km/h, chuvas fortes e granizo também em outras regiões do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nesta sexta-feira (7/8) as instabilidades atuam de forma mais intensa sobre o Paraná, Santa Catarina e o sul de Mato Grosso do Sul, enquanto o Rio Grande do Sul apresenta melhora gradual do tempo ao longo do dia, acompanhada pelo avanço de uma intensa massa de ar frio.
No sábado (8/8), o tempo continua instável entre o Paraná e Santa Catarina, com risco de tempestades e granizo. No Rio Grande do Sul, predomina o tempo firme, com frio intenso e condições favoráveis à formação de geada, especialmente no centro-sul do estado, onde as temperaturas podem ficar próximas de 0°C.
Os efeitos já começaram nesta quinta-feira (6/8), com um tornado atingindo o Rio Grande do Sul, passando entre as cidades de Pedro Osório e a região de Pelotas. Esse é o segundo tornado a atingir o estado em duas semanas.
Está vigente um aviso laranja de perigo para tempestades, válido para a madrugada e a manhã de sexta-feira, além de um aviso laranja de perigo para vendaval no leste da região. No sábado também permanece em aviso amarelo de perigo potencial para declínio de temperatura e perigo potencial para tempestades entre o norte do Rio Grande do Sul e Paraná, e para vendaval em praticamente toda a Região Sul.
- Leia também: Veja por quais estados o ciclone-bomba deve passar
Na região Sudeste, as instabilidades provocam pancadas de chuva em São Paulo, com destaque ao sul e leste paulista, no sul do Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais, além de pancadas nas demais áreas de São Paulo. No sábado, as pancadas de chuva persistem no centro-sul paulista, com possibilidade de trovoadas na divisa com o Paraná, além de chuva isolada no sul de Minas Gerais.
Estão sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades o estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e centro-sul do Rio de Janeiro. Também está vigente um aviso laranja de perigo para vendaval no litoral sul de São Paulo e amarelo de perigo potencial para vendaval nas demais regiões de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
“O ciclone vai atingir principalmente o Rio Grande do Sul, onde há condição para eventos extremos. Em São Paulo, o evento chega com uma frente fria. Hoje (quinta-feira) ainda teremos uma intensidade moderada a forte, com ventos até 70 km/h. Amanhã (sexta-feira), os ventos serão fortes ou muito fortes, podendo chegar até 100 km/h. Depois, no sábado, o fenômeno começa a perder força”, afirma o meteorologista da Defesa Civil de São Paulo William Minhoto.
No Rio, a Defesa Civil enviou um alerta à população às 5h05 da manhã de hoje, devido aos registros de ventania forte na madrugada e previsão de ventos de até 90km/h durante o dia. As aulas na redes municipais e estaduais estão suspensas
Na região Norte, há previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas no norte do Amazonas e oeste de Roraima, além de possibilidade de chuva isolada no nordeste do Pará e leste do Amapá. Nas demais áreas da região, predomina variação de nebulosidade com tempo firme.
Já na Região Nordeste, a possibilidade de chuva permanece concentrada na faixa litorânea. No Centro-oeste, as instabilidade se concentram sobre o Mato Grosso do Sul, com aviso laranja para chuvas e trovoadas, e alerta amarelo para potencial vendaval.
Como se proteger
Especialistas e órgãos da Defesa Civil recomendam que a população adote cuidados simples, mas fundamentais durante a passagem do fenômeno, como:
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Evitar permanecer próximo de árvores, postes, fios elétricos, placas, outdoors e estruturas que possam cair com o vento;
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Redobrar a atenção ao dirigir, especialmente em rodovias e pontes, onde rajadas laterais podem comprometer a estabilidade dos veículos;
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Reforçar telhados, portas, janelas e retirar objetos soltos de quintais e sacadas, que podem ser arremessados pela ventania;
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Permanecer em locais seguros durante os momentos de maior intensidade do vento, evitando deslocamentos desnecessários;
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No litoral, evitar praias, costões, píeres, atividades náuticas e entrar no mar devido à forte agitação marítima;
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Em caso de queda de cabos elétricos, manter distância e acionar imediatamente a concessionária de energia ou o Corpo de Bombeiros;
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Em situações de emergência, ligar para a Defesa Civil (199) ou para o Corpo de Bombeiros (193).
As autoridades também orientam que a população acompanhe os avisos oficiais, que podem ser enviados por diferentes canais de comunicação. Entre eles estão o Defesa Civil Alerta, mensagens por SMS, WhatsApp, Telegram, TV por assinatura e o Google Public Alerts.

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