
O desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Zona Leste de São Paulo mobilizou um grande aparato de resgate na madrugada deste sábado (12/9). A estrutura, localizada na Rua Tequici, no bairro da Penha, ruiu por volta das 2h, atingindo em cheio a residência vizinha e soterrando os moradores que dormiam.
O impacto da queda destruiu completamente o imóvel ao lado, espalhando toneladas de lajes, concreto e ferragens. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e as buscas continuavam para localizar outras vítimas, com relatos preliminares indicando até seis pessoas desaparecidas além das já resgatadas, o que elevou o nível de alerta da operação.
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Em meio ao cenário de destruição, as equipes de socorro conseguiram uma vitória importante: o resgate de um adulto de aproximadamente 30 anos e uma criança de 7 anos com vida. Ambos foram retirados dos destroços e estabilizados no local por equipes do Grupo de Resgate e Atenção às Urgências (GRAU), sendo encaminhados em seguida para o Pronto-Socorro do Hospital Tatuapé.
O trabalho de busca, contudo, também revelou a trágica perda de vidas. Os bombeiros confirmaram duas vítimas fatais entre os escombros: duas mulheres, sendo que uma delas estava grávida.
Como funciona a complexa operação de resgate
Por volta das 10h, 21 viaturas e cerca de 59 bombeiros atuavam no local em uma corrida contra o tempo. A operação é minuciosa e dividida em fases. Primeiro, retroescavadeiras são usadas para remover as peças maiores e mais pesadas de concreto, abrindo caminho para as equipes de busca.
Em seguida, os bombeiros realizam a remoção manual dos detritos menores, um trabalho que exige cuidado para não causar novos desmoronamentos. Cães farejadores são fundamentais nesta etapa, pois conseguem identificar a presença de pessoas em locais de difícil acesso, guiando os socorristas com precisão.
Paralelamente ao resgate, a Defesa Civil iniciou uma vistoria completa nas residências próximas à obra. O objetivo é verificar se o impacto do desabamento causou danos estruturais que possam colocar em risco outros moradores da região, determinando a necessidade de interdição de novos imóveis.
A área do acidente segue totalmente isolada para garantir a segurança dos trabalhos. Peritos técnicos da prefeitura e da polícia civil também foram acionados para iniciar a investigação que irá apurar as causas do colapso, analisando desde o projeto da construção até a qualidade dos materiais utilizados.
A apuração das causas do colapso também investigará o histórico da construção. A obra já havia sido autuada e interditada pela prefeitura em 2019 por falta de alvará, resultando em uma ação judicial em 2021. Um novo alvará foi concedido em 2023, mas estava condicionado à demolição de uma estrutura anterior, o que foi confirmado por uma vistoria em fevereiro de 2024.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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