
O novo Legislativo pode ser o que mais atuará contra a agenda socioambiental. É o que aponta uma nova análise do GT Congresso do Observatório do Clima, segundo a qual quase sete em cada dez parlamentares (68,9%) não estão alinhados com matérias de proteção ao meio ambiente.
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O Observatório usou o índice de convergência ambiental para medir a atuação de deputados e senadores em pautas relacionadas ao meio ambiente: quanto menor o índice, menor o alinhamento com a agenda ambiental.
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De acordo com o levantamento, 79% dos senadores da próxima Legislatura (2027-2031) apresentam baixa ou muito baixa convergência ambiental, o equivalente a 64 das 81 cadeiras da Casa. Apenas 17 senadores (21%) estão nas faixas de convergência boa ou muito boa. Na última Legislatura (2023-2027), o cenário era um pouco diferente, com 58 parlamentares (71,6%) na faixa de baixa ou muito baixa.
“Esse cenário é reforçado pelo forte crescimento de partidos de extrema direita, como o Partido Liberal (PL), com histórico de convergência ambiental muito baixa, que passa de 15 para 28 cadeiras, de 18,5% para 34,6% do Senado”, aponta o relatório.
Já na Câmara, 67,35% dos deputados estão nas faixas de convergência baixa ou muito baixa. São 345 dos 513 parlamentares. O número foi um pouco menor na Legislatura anterior, com 63%.
Para a coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, o novo cenário pode colocar em risco programas de proteção e órgãos ambientais. “Este quadro evidencia quatro anos de muito esforço para aqueles que atuam em clima e meio ambiente e muita preocupação tanto com graves retrocessos quanto com as terríveis consequências disso tudo para a crise climática. Somado a um governo negacionista de Flávio Bolsonaro, isso significará o caos ambiental”, afirma.
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