
Entre primeiro de agosto de 2025 e 31 de julho de 2026, o desmatamento nas Unidades de Conservação (UCs) da Amazônia Legal registrou o menor índice da série histórica. Foram 111 km² de áreas desmatadas nas UCs, uma queda de 17% na comparação com os 134 km² registrados no mesmo período do ano anterior e 82% em relação ao ano de 2021, quando foi registrado o maior índice de desmatamento.
Essa queda no desmatamento das UCs está atrelada a uma redução de toda a região da Amazônia Legal, onde o Inpe registrou 3.335 km² de área desmatada. Uma redução de 41,81% em relação ao ano anterior e também o menor índice da série histórica, iniciada em 1988.
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Desse total, de 3.335 km² de área desmatada na Amazônia Legal, apenas 3,3% ocorrem dentro de unidades de conservação federais. Segundo o coordenador-geral de Proteção do ICMBio, Ricardo Brochado, a redução nos números de desmatamento é fruto da liberdade e das condições concedidas aos órgãos, o que possibilitou a realização dos trabalhos.
“Os resultados foram alcançados com trabalho técnico muito importante, com liberdade de trabalho, condições mínimas de trabalho e liberdade para fazer o que a gente tem que fazer por ofício, como servidores públicos que trabalham com essa agenda”, disse.
Amazônia
O ICMBio gerencia 149 UCs federais na região amazônica, que representam mais de 64 milhões de hectares. O desmatamento nessas UCs representam 69% dos 3,3%. Com os dados de monitoramento é possível ver as áreas que estão sob maior pressão e orientar ações de proteção e direcionar os esforços de fiscalização e gestão.
Entre as áreas mais atacadas neste ano foram a Floresta Nacional (Flona) de Altamira, no Pará, que registrou a maior área desmatada, com 27,8 km². Em seguida, aparecem a Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, com 16,2 km²; a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, com 15,2 km²; a Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, com 12,1 km²; e o Parque Nacional do Juruena, entre Mato Grosso e Amazonas, com 5,4 km². Juntas, essas cinco unidades somaram 76 km² de área desmatada.
Cerrado
Parte do cerrado também faz parte da Amazônia Legal, e o desmatamento nas UCs deste bioma também caíram. Em 2026, foram registrados 47 km² de vegetação desmatada em 29 unidades, uma queda de 8% em relação aos 51 km² contabilizados no ano anterior.
No cerrado como um todo, a área desmatada foi de 5.517 km², uma redução de 23,75% em relação ao ano anterior. As UCs federais corresponderam por 0,9% do desmatamento total no bioma.
Cinco unidades de conservação federais concentraram 71% do desmatamento registrado dentro de UCs federais no Cerrado. São elas: APA Serra da Ibiapaba, com 23,99 km²; APA Cavernas do Peruaçu, com 5,77 km²; APA das Nascentes do Rio Vermelho, com 4,64 km²; APA do Planalto Central, com 4,33 km²; e a APA Delta do Parnaíba, com 3,97 km².
Os dados são do Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), compilados pela Divisão de Monitoramento Geoespacial (DGEO) da Coordenação-Geral de Proteção (CGPRO) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Estagiário sob supervisão de Paulo Floro.
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