
O principal desafio para enfrentar a violência contra mulher no Brasil é a falta de atitude. Foi o que destacou Janaína Penalva, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), no evento CB Debate — Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos, nesta terça-feira (27/1). “Quem observa não age, quem observa se imudece”, afirmou a educadora.
Para ela, faltam ações efetivas que garantam a segurança feminina no Brasil. “Não basta denunciar, você precisa criar condições para que as mulheres resistam e para que elas confiem nas instituições”, reforçou.
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O cenário da violência de gênero é preocupante no país: em 2025, o número de feminicídios bateu recorde no Brasil, com 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo a professora da UnB, o momento atual de discussão é importante. “Temos mulheres morrendo, mas temos também um movimento feminista e instituições preocupadas com esse cenário e atuando de forma forte”, ressaltou.
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Janaína reforçou ainda que o papel da mídia é essencial no momento de luta: “Parabenizo o Correio por essa atuação porque a imprensa tem um papel central. Tanto na replicação de campanhas institucionais, das instituições do Estado, quanto na criação das suas próprias práticas e formas de denunciar e cuidar das mulheres”.
“A imprensa é uma grande parceira nesse movimento de falar sobre o assunto, não só observar, mas falar. E isso tira as pessoas dessa situação de mudez em que se encontram”, acrescentou.
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O cenário da violência de gênero no Distrito Federal exige atenção urgente: em 2025, a capital registrou 11,3 mil casos de violência doméstica, uma média alarmante de 30 ocorrências por dia. O aumento de 9,4% em relação ao ano anterior, somado aos recentes casos que vitimaram uma adolescente e uma mulher idosa, reforça a necessidade de políticas públicas mais robustas e de uma rede de apoio que funcione preventivamente.
Para enfrentar essa realidade, o evento organizado pelo Correio Braziliense reúne grandes nomes como as ministras Marina Silva e Luciana Santos, além de magistradas e especialistas. O primeiro painel focará na responsabilidade institucional do Estado, enquanto o segundo debaterá a mobilização social e a mudança cultural necessária para erradicar a violência contra a mulher.
Onde pedir ajuda:
» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)
» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)
» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.
Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):
» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)
» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)
» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.
WhatsApp: (61) 9366-9229
Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468
» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.
Telefone: (61) 2326-4615
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