Investigação

Pedro Turra soma quatro denúncias que envolvem violência física e coerção

Além da agressão que deixou adolescente de 16 anos em coma na UTI, Pedro Arthur Turra Basso, 19 anos, enfrenta outras três acusações na Polícia Civil. O jovem piloto afastado da Fórmula Delta está em liberdade após pagamento de fiança de R$ 24 mil

Além do ato violento que deixou um adolescente de 16 anos em estado grave na UTI na última sexta-feira (23/1), Pedro Arthur Turra Basso, 19 anos, passou a ser alvo de mais três investigações da Polícia Civil (PCDF). Entre os casos que vieram à tona estão a denúncia de agressões contra um homem de 50 anos, após um desentendimento relacionado a um acidente de trânsito, e um vídeo que mostra uma adolescente de 17 anos sendo aparentemente forçada a ingerir bebida alcoólica durante uma festa. Há, ainda, o registro de um episódio ocorrido em Águas Claras, em uma briga de trânsito. Agora, o piloto afastado da Fórmula Delta soma quatro queixas de violência e coerção.

O caso envolvendo o homem de 50 anos foi registrado nessa quarta-feira (28/1) na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires). Segundo o denunciante, as agressões ocorreram em junho do ano passado, quando Pedro Turra e um amigo o acusaram de ser responsável por um acidente envolvendo os veículos dos dois jovens. A vítima nega qualquer culpa na colisão e afirma que, a partir da discussão, passou a sofrer agressões físicas, com tapas no rosto e empurrões, por parte do piloto. Imagens obtidas pela TV Brasília mostram o momento do ataque. O registro foi encaminhado para a 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), que ficará responsável pela apuração.

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Outra investigação em andamento apura a denúncia de que Pedro Arthur teria forçado uma adolescente a ingerir bebida alcoólica durante uma confraternização realizada no Jockey Club, também em junho de 2024. A ocorrência foi registrada na 38ª DP por uma jovem que tinha 17 anos à época dos fatos. De acordo com o relato, ela teria sido coagida a beber vodca durante a festa, episódio que agora integra um novo inquérito policial.

Além desses episódios, a polícia apura denúncia registrada em 28 de junho do ano passado, referente a uma agressão ocorrida em uma praça pública de Águas Claras. Conforme o boletim de ocorrência obtido pelo Correio, a vítima relatou ter sido agredida por cerca de cinco minutos, com socos e um golpe de mata-leão, em frente a um bar na quadra 301. O jovem afirmou que Pedro Arthur chegou ao local acompanhado de quatro amigos e o atacou quando ele virou de costas para ir embora. A vítima disse que os demais apenas observaram as agressões.

Diante da repercussão dos casos, Pedro Arthur foi desligado do quadro de pilotos da temporada 2026 da Fórmula Delta, categoria escola da qual fazia parte. Em nota, a organização reforçou que "não compactua com qualquer tipo de violência e tem como pilares o respeito, a responsabilidade e a formação humana e esportiva”.

Reprodução/TV Brasília -
Material cedido ao Correio -

Contexto

As novas denúncias se somam ao caso que levou Pedro Arthur à prisão em flagrante na madrugada de 23 de janeiro. Na ocasião, ele foi acusado de agredir um adolescente de 16 anos, que caiu, bateu a cabeça em um carro e segue internado em estado grave, em coma, na UTI do Hospital Brasília Águas Claras. Após audiência de custódia, o piloto foi liberado mediante pagamento de fiança no valor de R$ 24.315.

Na terça-feira (27/1), Pedro Turra divulgou um vídeo, por meio de sua defesa, em que pede desculpas à família da vítima. "Eu vim aqui pedir perdão à família dele. Nunca foi minha intenção deixar ele desse jeito, no hospital. Nunca imaginei que isso ia acontecer", disse.

O piloto declarou estar arrependido e afirmou rezar diariamente pela recuperação do jovem. "Eu não tenho palavras para descrever o quão arrependido eu estou", afirmou. Segundo Pedro Arthur, após a briga, ele acreditava que o adolescente não havia sofrido ferimentos graves. "Nós dois saímos andando. Achei que ele tinha machucado o lábio ou o nariz, mas não desse jeito", relatou.

Pedro também disse que, se soubesse da gravidade da situação, teria permanecido no local para prestar socorro. "Se eu soubesse que ele tinha se machucado desse jeito, eu nunca teria abandonado ele. Eu estaria lá para ajudar", afirmou. Em depoimento à Polícia Civil, ele já havia declarado que sua intenção durante a confusão "não foi machucar, e sim apartar". 

Todos os episódios seguem sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. O Correio tentou contato com a defesa de Pedro Arthur Turra Basso, mas não obteve retorno até a última atualização. O espaço permanece aberto para manifestações. 

 


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