CUSTO DE VIDA

Combustíveis puxam inflação de Brasília no início do ano

Índice oficial de preços subiu 0,26% em janeiro, com impacto maior de saúde e transportes, enquanto energia elétrica ajudou a conter a inflação no DF

No DF, o grupo transportes registrou alta de 0,55%. O principal fator foi o aumento de 2,03% nos combustíveis, com destaque para a gasolina, que ficou 2,06% mais cara -  (crédito:  PEDRO SANTANA / CB)
No DF, o grupo transportes registrou alta de 0,55%. O principal fator foi o aumento de 2,03% nos combustíveis, com destaque para a gasolina, que ficou 2,06% mais cara - (crédito: PEDRO SANTANA / CB)

A inflação oficial de Brasília ficou em 0,26% em janeiro de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (10/2). O resultado é inferior ao registrado em janeiro do ano passado, quando o índice ficou em 0,56%, e também abaixo da média nacional, que chegou a 0,33%.

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No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Distrito Federal soma alta de 4,41%. No início do ano, o avanço foi menor do que o observado em dezembro de 2025, quando a taxa havia sido de 0,55%.

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Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco apresentaram aumento de preços em janeiro. O maior impacto veio de saúde e cuidados pessoais, que subiu 0,91% e respondeu por cerca de metade da inflação do mês no DF.

O avanço foi influenciado principalmente pelos itens de higiene pessoal, como perfumes e maquiagem, além do reajuste nos planos de saúde. Na sequência, o grupo transportes registrou alta de 0,55%. O principal fator foi o aumento de 2,03% nos combustíveis, com destaque para a gasolina, que ficou 2,06% mais cara. Também contribuíram os reajustes no conserto de automóveis, no ônibus urbano e nos veículos novos. Em sentido oposto, passagens aéreas e transporte por aplicativo ficaram mais baratos no período.

O grupo comunicação teve variação de 1% em janeiro, impulsionado pelos aumentos nos preços de aparelhos telefônicos e nos pacotes que reúnem telefonia, internet e TV por assinatura.

Já alimentação e bebidas desacelerou em relação a dezembro e subiu 0,25%. A alimentação fora de casa continuou em alta, com aumento nos preços das refeições e lanches. Por outro lado, os alimentos consumidos no domicílio ficaram mais baratos, influenciados pela queda de itens como ovos, óleo de soja, café moído e banana. Em contrapartida, produtos como tomate, contrafilé e biscoitos registraram aumento.

O grupo habitação foi o principal responsável por conter a inflação em janeiro, com queda de 0,30%. O recuo ocorreu devido à redução de 3,77% na energia elétrica residencial. A mudança da bandeira tarifária explicou o alívio no bolso do consumidor. Em dezembro, vigorava a bandeira amarela, que adicionava cobrança extra na conta de luz. Em janeiro, passou a valer a bandeira verde, sem custo adicional.

O que mede o IPCA

O IPCA é o índice usado como referência oficial da inflação no país e considera famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. O próximo resultado, referente a fevereiro, será divulgado em 12 de março.

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postado em 10/02/2026 11:52 / atualizado em 10/02/2026 11:52
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