
O Setor Comercial Sul abriu o dia de carnaval deste domingo (15/2) de forma tranquila e familiar. O Bloco Praga de Baiano iniciou a programação no começo da tarde com pouco movimento, reunindo principalmente famílias e grupos de amigos que aproveitaram a energia da folia sem som excessivamente alto. Muitos foliões estavam sentados no chão, conversando e curtindo o momento de forma descontraída.
Entre eles, estava a família da doula Bruna Mello, 35 anos, moradora do Córrego do Urubu, ao lado do desenvolvedor Otavio Barbosa, 43, e dos filhos Tiê de Mello, 2, e Nico de Mello, 5. O quarteto chamou atenção pelas fantasias combinadas: nuvem, chuva, arco-íris e sol, respectivamente.
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“Nós somos uma família que ama carnaval, e a gente precisa trazer as crianças juntas porque a gente não tem rede de apoio. Então, toda vez que a gente vem, pensa em incluí-los da melhor forma possível” contou Bruna.
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“Ontem, a gente saiu de caça-fantasmas, e eles eram os fantasmas. Hoje, somos nuvem, chuva, sol e arco-íris. Estamos aguardando o Desmaiô, que é o próximo bloco e um dos nossos favoritos. Há quatro anos, curtimos o carnaval com fantasias em família”, completou.
Para ela, a festa vai além da diversão. “O carnaval é um ato de resistência, é um lugar em que a gente pode ser feliz mesmo com tantas dificuldades, com tantas coisas que são difíceis no dia a dia. É isso que a gente quer trazer para as crianças. Quem sabe, numa sorte, eles se apaixonem também pelo carnaval, e a gente vai curtir muitos e muitos anos juntos ainda”.
Também curtindo o bloco em família, o empresário Caio Dutra, 35, da Asa Sul, apareceu com a esposa e o filho usando uma fantasia improvisada, feita com itens variados encontrados de última hora.
“Foi bem no improviso. Eu achei ontem um chapéu de pirata por R$ 15. Depois, pegamos uma arara de pelúcia do meu sobrinho. Coloquei uns acessórios da minha esposa e da minha mãe, peguei um óculos velho e arranquei uma das lentes e construí essa fantasia. Foi só para poder curtir o carnaval”, relatou.
Para Caio, a essência da festa está justamente na espontaneidade. “O carnaval para mim é uma brincadeira. Ele nasce muito dessa tradição da galera ir para a rua brincar. Então, eu acho que a fantasia é um elemento da brincadeira, um elemento que traz essa ludicidade, essa energia e essa alegria”, afirmou.

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