
O Banco de Brasília (BRB) anunciou um plano de aumento de capital que pode chegar à emissão de até 1,675 bilhão de novas ações ordinárias, com preço fixado em R$5,29 por papel. A operação tem como objetivo reforçar o patrimônio do banco público e garantir o cumprimento dos índices regulatórios exigidos pelo sistema financeiro.
A proposta prevê a emissão de, no mínimo, 100 milhões e, no máximo, 1,675 bilhão de ações ordinárias, todas escriturais e sem valor nominal. De acordo com o banco, os recursos obtidos serão destinados ao fortalecimento do patrimônio líquido e do chamado Patrimônio de Referência, indicador usado para medir a capacidade das instituições financeiras de absorver perdas e manter a estabilidade operacional.
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O aumento de capital será realizado por subscrição privada, com direito de preferência para os acionistas atuais. O período para exercício desse direito está previsto entre 24 de março e 22 de abril de 2026. Nesse intervalo, os investidores poderão comprar novas ações proporcionalmente à participação que já possuem no capital do banco ou transferir esse direito a terceiros.
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Segundo o BRB, o preço de emissão das ações foi definido com base na média ponderada das cotações na bolsa durante 60 pregões, entre 24 de novembro de 2025 e 23 de fevereiro de 2026. A instituição afirma que o valor não foi fixado com ágio ou deságio em relação ao mercado e segue critérios previstos na Lei das Sociedades por Ações e em orientações da Comissão de Valores Mobiliários.
A administração do banco também informou que a operação pode gerar diluição acionária significativa para investidores que não participarem da subscrição. No cenário máximo de emissão, a diluição potencial pode chegar a 83,95% para ações ordinárias. Ou seja, os atuais acionistas do banco podem perder parte da sua participação proporcional na empresa se não comprarem as novas ações que serão emitidas.
Caso a subscrição não atinja o volume máximo de ações ofertadas, eventuais sobras poderão ser redistribuídas entre os acionistas interessados. Se ainda restarem papéis após essa etapa, o banco poderá homologar parcialmente o aumento de capital e cancelar as ações não subscritas.
A operação ainda depende de etapas regulatórias. Depois de aprovada internamente pelo conselho de administração do BRB, a capitalização precisará da homologação do Banco Central, procedimento obrigatório para instituições financeiras.
O movimento ocorre em meio a discussões sobre o fortalecimento financeiro do banco público. A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na última terça-feira (3/3) , um projeto de lei que prevê medidas de suporte econômico-financeiro ao BRB por parte do acionista controlador, o Governo do Distrito Federal (GDF). O projeto deve ser sancionado nesta terça-feira (10/3) pelo governador Ibaneis Rocha.

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