
Manuela Sá*
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) falou, nesta quarta-feira (18/03), durante entrevista ao CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — sobre a tentativa de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para investigar supostas fraudes envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Aos jornalistas Carlos Alexandre de Souza e Ronayre Nunes, Rollemberg disse que “é lamentável a omissão da Câmara dos Deputados”.
Diante da falta de andamento do requerimento para instalar a CPI, o deputado acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que fosse criada a comissão. O pedido foi negado pelo STF, que não identificou omissão por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. De acordo com Rollemberg, ele vai continuar cobrando essa fiscalização. “Nós pretendemos, se possível na sessão de hoje, cobrar uma resposta de Motta ao requerimento e à questão de ordem que formulamos, já que os argumentos para não instalar a CPI não encontram amparo nem na Constituição Federal nem no regimento interno”, afirmou.
Rollemberg destacou as circunstâncias que levaram a esse pedido. Ele foi feito logo depois da Operação Compliance Zero, responsável por mostrar a compra do BRB de R$ 12 bilhões em títulos inexistentes do Master. O deputado afirmou que é importante instalar uma CPI tendo tendo em vista o envolvimento de autoridades no escândalo. “Felizmente a Polícia Federal vem avançando nessas investigações. A cada dia, nós temos novas revelações que comprovam a gravidade do objeto que motivou nosso pedido, que é a relação do BRB com o Master”, disse.
O deputado também comentou o pedido feito ao STF de afastamento do governado Ibaneis Rocha. Segundo Rollemberg, é contraditório que o responsável pelo rombo no BRB esteja liderando as decisões de capitalização do banco. “O governo e as pessoas que provocaram o rombo, sendo eles o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o governador Ibaneis, não têm, no nosso entendimento, a menor condição de comandar uma solução para o banco”, defendeu.
Eleições
Rodrigo Rollemberg comentou a estratégia no campo da esquerda para as eleições e reiterou que o candidato do partido ao governo do DF é Ricardo Cappelli. "Aqui, nós vamos precisar de muita conversa entre PT, PSB, Rede, PSol, PDT e PSB para a construção dessa unidade, mas eu tenho muita convicção. Há uma percepção muito grande na base dos próprios partidos políticos, inclusive do PT, da força da candidatura do Ricardo Cappelli", afirmou. Em âmbito nacional, ele defendeu que Geraldo Alckmin siga como vice na chapa de Lula.
O parlamentar, que será candidato a deputado federal, também falou sobre o cenário em relação às eleições proporcionais. "Estou vendo o cenário com muito otimismo. Vai ser uma eleição difícil para todo mundo. Temos um ambiente de muita polarização", avaliou. "No PSB, a gente deve ter uma boa chapa. A gente aguarda o Cristovam Buarque vir para o PSB, temos essa expectativa, ou numa federação com o Cidadania ou vindo se filiando ao PSB. O Professor Israel e o Marcos Wesley são bons candidatos. Estamos conversando com outras possíveis candidaturas femininas. Para o Senado, as candidatas naturais são Erika Kokay (PT) e Leila Barros (PDT)", completou.
Assista à íntegra do programa:
*Estagiária sob supervisão de Márcia Machado
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