
No contexto dos debates sobre violência contra as mulheres, a vice-presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF), Isabelle Duarte, chama atenção para os crescentes números de feminicídios no Brasil. A jurista destacou, nesta terça-feira (24/3), que mesmo com campanhas, mudanças na legislação e repercussão na imprensa, os números continuam aumentando. Para ela, é necessário que as mulheres ocupem mais espaços nas instituições.
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“A imagem é muito importante. Ver mulheres no espaço decisório é essencial. Quando eu vejo as minhas iguais em lugares decisórios, entendo que é importante chegar naquele lugar. As nossas meninas precisam entender que elas também conseguem. Apesar de sermos 54% da população do Brasil, são apenas 18,1% de mulheres na Câmara dos Deputados e 19% no Senado. Tudo isso é pouco. O Brasil ainda é um país onde as mulheres ganham de 20,9% a 21% menos que os homens. As mulheres pretas em relação a homens brancos ganham 53% a menos. E tudo isso em um país em que a capacitação da mulher é maior”, ressalta.
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Isabelle chama a atenção, ainda, para a necessidade de ampliar o protagonismo feminino e combater a violência de gênero. “Os nossos números de feminicídio são alarmantes. Em 2025, tivemos 1.568 mulheres morrendo simplesmente por serem mulheres. Isso representou aumento de 47% em 2024. A gente fala tanto, tanto e os números só crescem. Onde não estamos conseguindo chegar? Temos que ter mulheres nos espaços para chegar a resultados eficientes. Quando falo de protagonismo feminino, estou falando de muitas mulheres que não tiveram suas histórias muito bem contadas nos livros de ensino fundamental e ensino médio”, ressaltou.
CB DEBATE
Gratuito e aberto ao público, o CB Debate, com o tema O Brasil — pelas Mulheres: formação para uma cultura de proteção, coloca em pauta o enfrentamento à violência contra a mulher a partir da educação e da atuação integrada entre instituições. O encontro ocorre no auditório do Correio Braziliense, com participação de autoridades, juristas, educadoras e representantes da sociedade civil. A proposta é ampliar o diálogo e incentivar a construção de estratégias conjuntas para fortalecer a cultura de proteção às mulheres no Distrito Federal.

Cidades DF
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