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Processo de registro do Vale do Amanhecer como patrimônio imaterial avança

Ao CB.Poder, o presidente do Iphan, Leandro Grass, disse que a expectativa é de concluir o processo ainda neste ano

O presidente do Iphan, Leandro Grass, foi o entrevistado do CB.Poder desta terça-feira
       -  (crédito:  Bruna Gaston CB/DA Press)
O presidente do Iphan, Leandro Grass, foi o entrevistado do CB.Poder desta terça-feira - (crédito: Bruna Gaston CB/DA Press)

Manuela Sá*

O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, falou, nesta terça-feira (24/03), durante entrevista ao CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — sobre o processo em curso para registrar o Vale do Amanhecer, em Planaltina, como patrimônio imaterial. Às jornalistas Samanta Sallum e Sibele Negromonte, Grass disse que esse processo avançou e que o Iphan espera concluí-lo ainda neste ano. 

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Grass, que deve deixar o cargo no Iphan nos próximos dias para se dedicar à campanha ao governo do Distrito Federal, também fez uma avaliação dos últimos quatro anos em que esteve à frente do instituto. Ele destacou a importância de aproximar o Iphan da sociedade. Nesse sentido, falou do papel dos cidadãos no processo de tombamento e de reconhecimento de novos bens. “Não consigo imaginar nada que o Estado possa fazer sem essa participação. O Iphan não toma nenhuma decisão por conta própria no sentido de reconhecer patrimônios culturais. Tudo vem da sociedade”, explicou. 

De acordo com o presidente do instituto, o pedido de tombamento da Pedra Fundamental de Planaltina, por exemplo, veio da população local. Ele também detalhou quais são as vantagens de ser patrimônio. “Quando algo é tombado há uma rotina de fiscalização e acompanhamento. Qualquer intervenção nestes bens passam pelo Iphan. No caso de bens imateriais, há planos de salvaguarda e formação de mestres. Para bens materiais, há a restauração e preservação permanente", disse.  

Grass comentou, ainda, sobre a estátua de Oscar Niemeyer instalada na Casa de Chá, na Praça dos Três Poderes. Na época da inauguração da obra, em dezembro de 2025, o Iphan informou que não havia sido consultado previamente sobre a instalação, exigência para locais tombados, e houve especulações de que a estátua teria que ser realocada. e contou como foi concluída essa discussão: “A gente se aproximou e procurou entender. Ela sendo uma estrutura móvel, sem fixação definitiva, houve um consenso de que ela poderia seguir ali. Isso foi acordado com o gestor da praça, a Secretaria de Cultura e Economia do DF, e o gestor da Casa de Chá, a Secretaria de Turismo do DF”.  

Assista à íntegra do programa:

*Estagiária sob supervisão de Márcia Machado

 

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postado em 24/03/2026 15:43
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