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Dia D de vacinação contra doenças respiratórias levou famílias aos postos

DF iniciou campanha de combate a vírus causadores de gripe, influenza e covid-19 para grupos prioritários

Unidos pela saúde, o casal Ezequiel Cupertino, 61 anos, policial civil aposentado, e a servidora pública Leonor Batista, 59, garantiu lugar na fila da UBS da Asa Sul (612), reforçando a população atenta ao Dia D de Vacinação no DF, realizado ontem.

O combate vem contra vírus causadores de doenças respiratórias, entre as quais gripe, influenza e covid-19. "Viemos de Águas Claras. Sempre compareço nas campanhas e nunca tive problema de gripe, até o ano passado, quando tive uma bem forte", comentou Ezequiel. A esposa buscou a cobertura do imunizante atualizado para a cepa 2026. "Nunca me aconteceu fato muito gravoso, muito pelo contrário. Como vim da área da educação, noto crianças que não têm vacinação; parece que os pais não conseguem enxergar a importância da vacina. Deveriam ter cuidado, pela saúde delas", avaliou Leonor.

Incluindo profissionais de áreas específicas (como a da saúde e categorias de professores), gestantes, crianças entre 6 meses e até 6 anos, idosos e pacientes com deficiências ou doenças crônicas, o público-alvo da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) gira em torno de um milhão de cidadãos. A advogada Ana Léa Milhomem, 64, adere orgulhosa às campanhas. "Sou organizada, quando não existem na rede pública, pago pelas vacinas. Porque saúde é essencial. Sou imunizada contra meningite, pneumonia, hepatite, dengue, herpes zoster, tenho todas as vacinas contra gripe e todas de enfrentamento à covid", comenta Ana. "Acho que não se vacinar carrega a ignorância, e é quase como procurar problema futuro. Porque, se está disponível, é importante, é saúde", demarcou a moradora de Águas Claras.

Combate às variantes

Neste ano, a vacina contra a gripe protege contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria).

O hoteleiro Paulo Roberto Eiras, 68, é um entusiasta da campanha. "A população só pode apoiar e vir se vacinar para não repassar a gripe. É superimportante essa iniciativa do governo. Quando eu era jovem, tive muita gripe. Depois que começou a vacinação, não tenho mais nada", sublinhou.

Ao lado dele, a esposa, aposentada, Sônia dos Santos, 69 anos, também se resguardava. "Desde que comecei a aderir à vacinação, nunca mais eu tive nenhuma gripe. Imagina: nem posso, tendo tido dois acidentes vasculares", comentou.

A presença de Laura Lima, 64, aposentada da área jurídica, é regular nos postos de saúde. "Influenza, eu peguei, uma vez, e senti muita dor no corpo. E os sintomas foram bem pesados, eu achei. Então sempre eu me previno com o programa", contou ela, que repassava ensinamentos e atenções de seu pai, o militar aposentado Édson Borges, de 103 anos, à neta Lavínia, de 5. "Meus pais se vacinam, é uma cultura já muito antiga. Meu pai sempre se vacinou contra a influenza, a covid, e ele está muito bem. Tem uma saúde de ferro, aliás", completou.

Programe-se

No sábado, mais de 100 salas de vacinação estavam abertas, a serviço da população. Neste domingo (29/3), não haverá imunização. Nesta segunda-feira (30/3), as unidades voltam a atender normalmente o público prioritário por todo o DF.

Minervino Júnior/CB/D.A.Press -
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